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Política

Flávio diz que CPI do Banco Master é ilegal e Alessandro Vieira reage: 'Covardia ou conveniência'

Filho de Jair Bolsonaro chamou o colega de 'hipócrita' e emedebista disse que pré-candidato à Presidência 'protege' os ministros do STF

12 mar 2026 - 21h38
(atualizado em 12/3/2026 às 12h36)
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O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, em entrevista ao SBT News nesta quarta-feira, 11, que a Comissão Parlamentar de Inquérito proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso do Banco Master é ilegal. "Você não pode instaurar uma CPI para investigar crimes comuns de pessoas", afirmou.

O requerimento foi protocolado na segunda-feira, 9, com 35 assinaturas - oito acima do mínimo exigido. Flávio foi o 29.º signatário. A demora gerou críticas nas redes sociais, onde eleitores da oposição questionaram se o senador tinha vínculos com os ministros investigados.

Flávio negou qualquer relação com o atraso. Segundo ele, Vieira acelerou a coleta de assinaturas durante o fim de semana de forma deliberada para constrangê-lo publicamente. "Ele correu com as assinaturas exatamente para dizer que eu não assinei, porque eu tenho algum rabo preso, o que é mentira. E ele sabe disso", disse.

Senador Flávio Bolsonaro deu a entrevista durante ida ao Chile para a posse de José Antonio Kast
Senador Flávio Bolsonaro deu a entrevista durante ida ao Chile para a posse de José Antonio Kast
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O senador aproveitou para atacar Vieira de forma mais ampla. Afirmou que o colega transformou a CPI do Crime Organizado - da qual Flávio esperava participar para investigar o PCC e o Comando Vermelho - em palanque eleitoral, com a convocação de ex-ministros do governo Bolsonaro como Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. "Senadores como Alessandro Vieira descredibilizam o que ainda resta de credibilidade do instituto das CPIs", declarou.

O senador do MDB reagiu e questionou a razão para Flávio estar "tão nervoso" com uma CPI para investigar os dois ministros do STF.

"Alguém consegue explicar porque o Flávio Bolsonaro ficou tão nervoso com uma CPI que vai investigar a conduta dos ministros Toffoli e Moraes? Que ele protege os ministros, por covardia ou conveniência, a gente já sabia desde 2019, quando ele foi contra a CPI da Toga e o impeachment, mas porque esse desespero tão grande agora?", publicou Alessandro Vieira em suas redes sociais.

Mesmo com as críticas, Flávio assinou o requerimento e sugeriu que fossem incluídos no escopo da CPI o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, o ministro da Casa Civil Rui Costa e o empresário baiano Augusto Lima.

Segundo o senador, todos teriam participado de reuniões com o banqueiro Daniel Vorcaro. "Por que o Alessandro Vieira esqueceu de chamar essa galera? Só porque ele é base do governo Lula?", questionou.

A CPI foi proposta em meio ao escândalo do Banco Master. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram que o banqueiro mantinha contato com Moraes e prestava contas sobre as negociações de venda do banco.

O Estadão revelou ainda a ligação de um empreendimento de familiares de Toffoli com fundos atrelados ao Master. Para preservar o sigilo das trocas, Vorcaro e Moraes usavam o recurso de visualização única, o que impediu o acesso às respostas do ministro.

Apesar de classificar a CPI como ilegal em sua formatação atual, Flávio afirmou ser favorável ao impeachment de ministros do STF que descumpram a Lei de Responsabilidade (Lei 1.079). "Já assinei vários, vou assinar quantos forem necessários", disse.

Estadão
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