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Política

Presidente do TST e outros 21 dos 25 ministros da Corte receberam mais de R$ 100 mil em março

4 mai 2026 - 21h21
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O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, recebeu R$ 103.579,83 líquidos em março, valor acima do teto constitucional do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 46.366,19 - correspondente ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Além dele, outros 21 ministros da Corte, que tem 25 integrantes, receberam mais de R$ 100 mil naquele mês. Os outros três tiveram salários variando de R$ 52 mil a R$ 90 mil.

Procurado para comentar os salários, o TST não havia se manifestado até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Na última sexta-feira, 1º, o magistrado esteve no centro de uma polêmica após afirmar, durante discurso em um congresso da magistratura em Brasília, que haveria juízes "vermelhos" e "azuis" na Justiça do Trabalho. A fala repercutiu nas redes sociais e foi interpretada como referência à polarização política, com a cor vermelha associada aos defensores do governo do PT e o azul à oposição.

Dados mostram que a remuneração bruta em março foi de R$ 127.082,54, composta por R$ 44.047,88 de subsídio, função ou cargo em comissão, R$ 12.553,59 em vantagens individuais, R$ 22.210,93 em indenizações, R$ 47.026,19 em vantagens eventuais e R$ 1.243,95 em gratificações. Após os descontos, o valor líquido foi de R$ 103.579,83.

Levantamento com base nos dados de remuneração do TST indica que, nos três primeiros meses do ano, o magistrado recebeu mais de R$ 290 mil líquidos no período. Em janeiro, o valor foi de R$ 82.674,82; em fevereiro, de R$ 103.942,18; e, em março, de R$ 103.579,83.

Após a repercussão negativa, o próprio magistrado afirmou que a declaração foi uma resposta ao ministro do TST Ives Gandra Martins Filho, que havia utilizado a classificação "azuis e vermelhos" em palestra para descrever correntes distintas na Corte, associadas a visões mais "liberais" ou "intervencionistas" e a posturas "legalistas" ou "ativistas".

Estadão
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