Flávio Bolsonaro admite ter visitado Vorcaro após prisão do banqueiro dono do Master
Senador disse que visita teve como objetivo pedir explicações e exigir esclarecimentos do banqueiro sobre a sua situação “complicada”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira, 19, que esteve na casa do banqueiro Daniel Vorcaro no fim de 2025. A visita ocorreu após a primeira prisão do dono do Banco Master, em novembro, pela Polícia Federal (PF). Vorcaro cumpria medidas cautelares em sua residência.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Vorcaro foi preso preventivamente em 17 de novembro de 2025, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai, nos Emirados Árabes. A PF entendeu que se tratava de uma tentativa de fuga. O banqueiro foi solto 12 dias depois e passou a usar tornozeleira eletrônica.
“Fui sim à casa de Vorcaro [depois dele ser solto], para pôr ponto final nessa história”, disse, em pronunciamento em Brasília. “Quando Vorcaro foi preso, tivemos uma virada de chave e entendemos que a situação era grave”, completou Flávio Bolsonaro.
Na semana passada, o site Intercept Brasil revelou mensagens por escrito e áudio entre Flávio e o dono do Banco Master. Nos diálogos, o senador pedia dinheiro a Vorcaro para ajudar a bancar a produção de um filme sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em nota, o senador disse que buscava financiamento privado para a produção. “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, diz o texto.
Em 4 março deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça decidiu prender novamente Vorcaro. O ministro atendeu a um pedido da PF que o apontava como líder de uma organização criminosa voltada a vigiar e intimidar pessoas que contrariavam os interesses do Master. A defesa de Vorcaro nega todas as irregularidades. (*Com informações do Estadão)
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.