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Política

Fantasia rasgada e protesto do batom; veja análises de colunistas sobre ato de Bolsonaro na Paulista

Manifestação em São Paulo expôs discurso de governadores da oposição e não é garantia de voto para aprovar projeto da anistia

7 abr 2025 - 08h49
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A manifestação na Avenida Paulista neste domingo, 6, reuniu 44,9 mil pessoas num ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Sete governadores reforçaram o palanque, além de senadores e deputados aliados. O ato mirou no projeto de anistia aos acusados pelo 8 de Janeiro, mas também tratou da defesa e do futuro político de Bolsonaro.

Veja a análise dos colunistas do Estadão sobre o protesto dos bolsonaristas:

Ricardo Corrêa: Governadores de direita rasgam fantasia de democratas por voto bolsonarista em ato na Paulista

Para o jornalista Ricardo Corrêa, o ato em São Paulo expôs a disputa pela vaga aberta por Bolsonaro em 2026. Corrêa lembra como os governadores reagiram aos ataques do 8 de Janeiro e como ajustaram o discurso para estar no palanque na Paulista ao lado do ex-presidente. Poucas horas após centenas de apoiadores de Jair Bolsonaro invadirem os prédios dos Três Poderes exigindo a queda do governo e um golpe de Estado com intervenção militar, governadores de todo o Brasil se diziam chocados.

Diogo Schelp: Protesto do batom escancara estratégia de um Bolsonaro pré-condenado

O ato na Paulista, segundo relata Diogo Schelp, explorou o batom como símbolo. O item foi usado pela cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, ré por diversos crimes associados à sua participação no 8 de janeiro, para pichar "perdeu, mané" na estátua da Justiça, em Brasília. Mas a mensagem central dos discursos foi outra. Os discursos deste domingo serviram ao propósito de preparar o terreno para a reação à condenação de Bolsonaro.

Francisco Leali: Gente gritando 'volta, Bolsonaro' na Paulista não garante voto para anistia que ex-presidente quer

A manifestação que reuniu apoiadores do ex-presidente foi repleta de gritos e palavras de ordem, seja contra o Supremo Tribunal Federal, seja contra o presidente Lula. Mas também serviu de apoio político ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O ato, no entanto, não garante votos para a aprovação do projeto da anistia. É preciso ir atrás dos deputados num momento em que pesquisa indica que a maioria da população não é favorável a soltar os acusados pelo 8 de Janeiro.

Sergio Denicoli: Políticos da direita se unem na Paulista de olho 2026, mas eleitores moderados seguem apáticos

A manifestação na Paulista revela uma foto que a direita precisava, desde as eleições municipais de 2022: os caciques do conservadorismo brasileiro conseguiram - por algumas horas - silenciar o fogo amigo e posar como um time coeso. É uma curiosa e paradoxal cena, reveladora de uma versão do bolsonarismo bem diferente daquela que o transformou em uma grande força mobilizadora de multidões. Nesse novo modelo, aquele movimento que nasceu como antítese do sistema político tradicional se mostra completamente dominado por ele.

Estadão
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