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Suspeição de Janot tramitará separada de inquérito do PMDB

10 ago 2017
18h45
atualizado às 18h53
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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira que o pedido de suspeição apresentado pela defesa do presidente Michel Temer contra o procurador-geral da República. Rodrigo Janot, vai tramitar em um auto separado do inquérito que investiga a existência de uma organização criminosa formada por integrantes ligados ao PMDB da Câmara.

Ministro Edson Fachin durante sessão do STF em Brasília
22/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro Edson Fachin durante sessão do STF em Brasília 22/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Na terça-feira, o advogado de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, havia pedido a Fachin que proíba Janot de tomar quaisquer decisões referente ao presidente nesse inquérito por considerar que o chefe do Ministério Público Federal está "obstinado" em incriminá-lo e tem "evidente inimizade" com seu cliente.

Pouco antes, o procurador-geral tinha solicitado que o presidente seja investigado pelo crime de organização criminosa em um inquérito aberto em outubro do ano passado no STF que envolve integrantes do PMDB da Câmara. Para Janot, Temer já era investigado pelo delito em um inquérito aberto em maio a partir da delação de executivos da JBS e seria apenas uma "readequação".

"Encaminhe-se a petição e documentos anexos à Secretaria de Processos Originários Criminais para autuação e registro em apartado", decidiu Fachin, que, logo após essa providência, deu cinco dias de prazo para ouvir o procurador-geral da República.

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