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Ex-segurança de Lula diz que foi capataz de reforma no sítio

Rogério Aurélio Pimentel voltou a citar o recebimento de envelopes de dinheiro da Odebrecht para reformas em sítio no interior de São Paulo

8 jan 2019
16h35
atualizado às 17h20
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Em alegações finais no processo envolvendo o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, Rogério Aurélio Pimentel, ex-segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a citar o recebimento de envelopes de dinheiro da Odebrecht e disse que foi "capataz" das obras feitas por empreiteiras no imóvel. O assessor afirmou que apenas cumpriu ordens da ex-primeira-dama Marisa Letícia e que não agiu fora das atribuições de seu cargo. Pimentel pediu à juíza federal Gabriela Hardt absolvição.

As alegações finais são o último capítulo da ação penal, em que os réus entregam suas últimas peças de defesa, antes de serem sentenciados. O ex-presidente é acusado de receber supostas propinas de R$ 1 milhão correspondentes às reformas no imóvel, que está em nome de Fernando Bittar, filho de Jacob Bittar, ex-prefeito de Campinas e amigo do petista. Lula nega e afirma ter sido perseguido tanto por Sérgio Moro, quando exercia a magistratura, quanto por Gabriela Hardt.

Rogério Aurélio Pimentel, ex-segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Rogério Aurélio Pimentel, ex-segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Divulgação

Segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato, Pimentel teria ajudado a ocultar as supostas vantagens indevidas da OAS, Odebrecht e Schahin, quando tocou as reformas no sítio. Em alegações finais, ele afirma que "não participou da ocultação de patrimônio ou valor algum, apenas foi-lhe determinado funcionar como 'capataz' na reforma do famigerado sítio, ou seja, ver o andamento da obra e informar à Primeira-dama".

Pimentel também confirmou a movimentação de dinheiro em espécie da Odebrecht em meio às necessidades das obras no sítio. "Se o Réu não sabia sequer as quantias que continham nos envelopes, tampouco possa se esperar que soubesse de eventual origem ilícita dos valores".

"Enquanto o Ministério Público acredita que o Réu [Rogério Aurélio Pimentel] tenha sido partícipe de um grande plano de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, sendo o responsável pela obra, na verdade este era apenas, e tão somente, o mensageiro das demandas", sustentam os advogados.

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Estadão
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