'Eu pago sua faculdade, seu moleque': Rubinho Nunes é criticado por provocar manifestantes
Parlamentares da oposição pedem investigação na Câmara; vereador se defende das acusações
O vereador Rubinho Nunes (União-SP) foi filmado xingando estudantes durante uma manifestação realizada no Centro de São Paulo, nesta semana. Em vídeos publicados nas redes sociais antes de uma briga generalizada no ato, o parlamentar aparece insultando manifestantes e confrontando participantes do protesto.
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Em uma das gravações, Rubinho diz: "Vai estudar, seu vagabundo. Eu pago sua faculdade, seu moleque". Em outro momento, ele questiona um funcionário da USP que participava da manifestação: "Você devia ter vergonha".
Vídeos registrados durante o protesto mostram o vereador em meio ao tumulto, trocando empurrões, dando chutes e sendo atingido por socos. Após a confusão, Rubinho afirmou ter sofrido uma fratura no nariz.
A manifestação reunia estudantes e trabalhadores das universidades estaduais paulistas, que reivindicavam melhorias nas instituições públicas de ensino superior. Entre as demandas apresentadas estavam o aumento de bolsas de permanência estudantil, reformas em moradias universitárias e manutenção da infraestrutura dos campi.
O ato também criticava a atuação da Polícia Militar na desocupação da Reitoria da USP, realizada na madrugada de domingo, 10, sem o conhecimento da direção da universidade.
Segundo os críticos, Rubinho compareceu à manifestação com o objetivo de provocar os participantes e se promover. A vereadora Luana Alves protocolou uma representação na Corregedoria da Câmara Municipal pedindo a abertura de procedimento disciplinar contra Rubinho Nunes e também contra Adrilles Jorge, que também esteve presente na manifestação.
Questionado sobre as críticas, Rubinho rebateu as acusações. "Desde quando questionamentos ou a presença de pessoas que pensam diferente legitimam atos de agressão ou selvageria? Esses atos apenas mostram que não se tratam de estudantes, mas de um cangaço político organizado para destruir e atacar", afirmou ao Terra.
Sobre o motivo de ter ido ao protesto, o vereador declarou que pretendia "conversar com as pessoas".

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