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Política

Em tom eleitoral, Lula diz que apostas no 'negativismo' vão 'perder de novo'

Presidente fez declaração em cerimônia pela democracia, no dia que se completam três anos dos atos golpistas de 8 de Janeiro

8 jan 2026 - 17h29
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 8, que "inimigos da democracia tentaram demolir" um "País mais justo e menos desigual" - característica que atribuiu como resultado do seu governo. Em evento no Palácio do Planalto, em memória do 8 de Janeiro, o presidente voltou a criticar "previsões pessimistas", que, segundo ele, "foram derrotadas". E, em tom eleitoral, disse que apostas no "negativismo" vão "perder de novo".

Lula deve concorrer à reeleição neste ano e tem como principal adversário o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciado como o sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado e preso pela trama golpista. Em 2022, o petista derrotou o então presidente por uma margem apertada de votos.

As declarações ocorreram em discurso no Palácio do Planalto, durante cerimônia do governo federal em defesa da democracia. Com uma plateia governista, o evento foi marcado por gritos de "sem anistia".

Na solenidade, Lula vetou o projeto que reduz penas aos condenados pelo 8 de Janeiro, conhecido como PL da Dosimetria. Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-AP), não compareceram ao evento. Em ano eleitoral, os parlamentares optaram por não se indispor com os bolsonaristas. O evento também não contou com a presença de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"A tentativa do golpe do 8 de janeiro de 2023 veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser zelada com carinho e defendida com unhas e dentes, dia após dia", disse. "Foi graças à firmeza das nossas instituições democráticas que tiveram a garantia de um julgamento justo e todos os direitos reservados", disse.

"Talvez, a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF. Todos eles tiveram amplo direito de defesa. Foram julgados com transparência e imparcialidade", disse.

"E, ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas, e não com ilegalidades em série, meras convicções ou PowerPoints fajutos", afirmou, em referência ao uso de uma apresentação pelo então procurador da República Deltan Dallagnol, no âmbito da Operação Lava Jato, para explicar a denúncia contra Lula no caso do triplex do Guarujá, em 2016.

Ainda no discurso, Lula afirmou rejeitar quaisquer tipos de ditaduras. "Não aceitamos nem ditadura civil nem ditadura militar. O que nós queremos é democracia emanada do povo e para ser exercida em nome do povo." O presidente não citou o ditador Nicolás Maduro, capturado e preso pelos Estados Unidos.

Estadão
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