Em 7 de setembro, Lula mandará recado aos EUA e citará petróleo na Margem Equatorial
No discurso de 7 de Setembro, Lula defenderá a soberania nacional, o livre comércio e a autonomia econômica frente a potências estrangeiras, em recado velado às tarifas dos EUA. O presidente destacará o Marco Legal dos Minerais Críticos e a exploração de petróleo na Margem Equatorial como motores de desenvolvimento. Ele também abordará o combate a privilégios, a redução da jornada de trabalho e o papel de liderança do Brasil na preservação ambiental e no enfrentamento à crise climática global.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai citar a defesa dos minerais críticos e a descoberta de petróleo na Margem Equatorial no discurso que fará em 7 de Setembro.
Segundo apurou a reportagem, o presidente também fará uma defesa do livre comércio e dirá que nenhum país pode tutelar o Brasil sobre com quem pode vender ou comprar. A frase é um recado para os Estados Unidos que impôs ao Brasil duas tarifas em julho: uma de 25% e outra de 12,5%.
O pronunciamento de Lula terá 3 minutos e 43 segundos e irá ao ar na noite deste domingo, 6.
Lula vai destacar também o Marco Legal dos Minerais Críticos, aprovado pelo Senado nesta quarta-feira, 2. O presidente vai dizer que esses minerais são capazes de gerar desenvolvimento e riqueza no futuro do País.
No trecho sobre o petróleo na Margem Equatorial, Lula dirá que os frutos da exploração vão desenvolver tecnologia e gerar empregos qualificados.
Em um trecho do discurso, Lula dirá que é preciso que os brasileiros estejam "altivos" para impedir que o País volte a ser uma colônia de potências estrangeiras. Nessa linha, ele vai falar sobre a necessidade de proteger as fronteiras, o território e o meio ambiente.
O presidente também falará sobre economia, defendendo que os brasileiros tenham uma "independência financeira". Sem citar diretamente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1, Lula dirá que a população precisa ter mais tempo para si e para a família.
Lula ligará o conceito da Independência ao entendimento de que o Brasil será soberano apenas quando criar oportunidades para todos e, em seguida, fará uma defesa do combate aos privilégios.
Ao tratar da política internacional, o presidente vai reafirmar que o Brasil defende o livre comércio. Sem citar os EUA nem o presidente Donald Trump, Lula afirmará que as decisões comerciais do Brasil devem ser tomadas apenas aos brasileiros.
Seguindo um discurso adotado na campanha à reeleição, Lula dirá que o Brasil é um exemplo global na defesa do ambiente e na transição energética. O presidente também vai colocar o Brasil como um país-chave para enfrentar futuras emergências climáticas.
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