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Política

Disputa pela prefeitura de Fortaleza amplia racha entre PT e PDT; veja principais candidatos

Briga entre os Ferreira Gomes em 2022 provocou divisão que tem impacto na sigla até hoje; Camilo Santana é pivô de rusga no PT

28 jan 2024 - 17h10
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BRASÍLIA - A disputa pela prefeitura de Fortaleza na eleição municipal de outubro ampliou o racha entre PT e PDT no Estado, em um movimento que começou em 2022 quando uma briga entre os Ferreiras Gomes - os irmãos Ciro e Cid - pôs fim a uma aliança local entre as legendas que durava 16 anos.

Para enfrentar o prefeito e pré-candidato à reeleição, José Sarto, do PDT e apoiado por Ciro, o PT tirou da sigla agora adversária o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Evandro Leitão.

A principal contenda está entre Leitão e Luizianne. O primeiro é o favorito por contar com o apoio de Camilo, principal figura política cearense neste momento, enquanto Luizianne é um quadro histórico do partido. Ela já foi prefeita de Fortaleza por dois mandatos e tem apoio na base petista.

Internamente, petistas mais ligados aos movimentos de base têm mais resistência de Leitão, um petista neófito.

Uma visita de Lula ao Ceará nesta sexta-feira, 19, reacendeu a rivalidade. Lula visitou o Estado para assinar o decreto que cria o primeiro campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o primeiro fora de São Paulo.

Leitão foi o único pré-candidato que esteve no palco do evento com o presidente. Por meio da assessoria, Luizianne disse ter sido barrada de subir no palco em um evento "coordenado pelo ministro da Educação" e disse que foi vítima de "violência política".

"A deputada não irá se submeter a isto novamente, pois já basta de tanta violência política contra ela, que sempre foi apoiadora do presidente Lula, mesmo quando ele estava encarcerado na PF de Curitiba", publicou, em nota, a assessoria de Luizianne. Larissa Gaspar e Guilherme Sampaio acompanharam Lula na plateia.

O Planalto negou, em nota, que Luizianne tenha sido barrada e disse que os deputados federais do Estadão foram convidados.

O impasse pode ser resolvido ou por um inesperado consenso entre os indicados ou até março. Caso ainda haja discordância ainda até o prazo final, há dois mecanismos de seleção interna no partido. O primeiro é a escolha de um nome por 2/3 do diretório ou por prévias.

"Luizianne tem uma base eleitoral muito sólida em Fortaleza e isso pode ter um peso", afirma Monalisa Soares, pesquisadora da UFC, que adiciona. "Resta saber se a força de Camilo será suficiente para passar por cima da dimensão da discussão interna. Ao meu ver, não vejo que seja possível fazer uma campanha petista de êxito tão expressivo sem haver uma ponderação da candidatura de Luizianne."

"Essa é uma eleição muito singular. Há quatro candidaturas com potencial de disputar o segundo turno", analisa Guilherme Sampaio, presidente do PT em Fortaleza e um dos pré-candidatos. "Mas, para além disso, temos a eleição de Lula, de Elmano, a liderança de Camilo. Tudo isso favorece o PT a vencer as eleições em Fortaleza."

Evandro tem esperança que o grupo possa chegar a um consenso. "Penso que temos que construir uma unidade. É importante que todos saiamos unidos para essa disputa", diz. "Não podemos ter uma desunião interna. Nossos adversários estão do lado de fora. São os bolsonaristas."

Oposição à direita terá três candidatos e tem bolsonarismo como novidade

Derrotado no segundo turno nas últimas duas eleições para a prefeitura de Fortaleza e no primeiro turno para o governo do Estado em 2022, o ex-deputado Capitão Wagner tenta finalmente assumir um posto no Executivo. Seu nome despontou depois de liderar um motim da Polícia Militar do Ceará entre 2011 e 2012.

A carreira dele na política foi de rápido crescimento: foi eleito vereador em 2012, eleito deputado estadual em 2014, chegou ao segundo turno do executivo da capital em 2016, eleito deputado federal em 2018 e, por fim, foi derrotado três vezes: duas para a prefeitura e uma para o governo.

Ele foi um dos articuladores pela saída de Yury do Paredão (CE) — um deputado da mesma sigla que apoiava Lula e fez o "L" — da legenda. Agora, ele tenta apostar na força do ex-presidente para assumir a prefeitura de Fortaleza.

Há, porém, outro nome em jogo: Eduardo Girão, senador, também defende pautas bolsonaristas, foi membro da CPMI e aposta no capital político para vencer o pleito. Ele foi presidente do Fortaleza Esporte Clube e será uma candidatura alternativa do bolsonarismo. No ato de lançamento de sua pré-candidatura, em novembro do ano passado, o próprio André Fernandes esteve presente.

"O cidadão fortalezense está vendo nos últimos anos é uma sucessão de nomes de uma oligarquia, do PT e do PDT. Agora, estão posicionando propostas diferentes. Isso não entra na cabeça de ninguém", diz Girão. "Acredito que o cidadão vai apostar em algo novo. Por isso estou colocando o meu nome."

Ele acredita que a divisão entre candidatos de direita não deve causar danos a nenhum deles. "Acredito que quanto mais pré-candidaturas, melhor. Quem quer renovar, é um desses candidatos, de espectro mais à direita, conservador. Estamos sempre conversando, eu, Capitão Wagner, André Fernandes", afirma.

Estadão
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