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Política

Direita diverge sobre estratégia para chapa ao Senado em São Paulo

Com Derrite como nome mais consolidado, disputa pela segunda vaga pode levar a fragmentação de votos

23 mar 2026 - 12h11
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A direita está dividida sobre a melhor estratégia para a disputa ao Senado em São Paulo, e parte do grupo teme que o desenho em discussão, com mais de uma candidatura de perfil ideológico, acabe beneficiando a esquerda ao afastar eleitores moderados e dividir votos do próprio campo.

Hoje, a candidatura mais consolidada da direita é a do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP). Deputado federal, Derrite deve concorrer com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A segunda vaga na chapa de Tarcísio segue indefinida. Bolsonaristas afirmam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrou preferência pelo nome do coronel Ricardo Mello Araújo (PL), vice-prefeito da capital paulista e aliado próximo. Mello tem uma visita a Bolsonaro agendada para o dia 18 de abril.

Ao Estadão, o vice-prefeito disse que fica feliz por ser lembrado para o cargo, mas prefere não se envolver nas negociações. "Prefiro não me meter, deixar que, com tranquilidade, decidam o que é melhor", respondeu ele, ao ser questionado se já conversou sobre o assunto com o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, ou com Valdemar Costa Neto, dirigente nacional do PL.

Já o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), considerado o "dono" da segunda vaga ao Senado, tem apontado como opções o deputado federal Mário Frias (PL), ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, e o deputado estadual Gil Diniz (PL).

Em autoexílio nos Estados Unidos desde o início do ano passado, Eduardo recebeu a visita de deputados do PL recentemente, mas manteve mistério sobre a sua escolha para vaga. A única orientação foi para que os aliados focassem, por ora, em suas campanhas para a Câmara.

Alguns dos presentes no encontro relataram ter saído com a impressão de que o filho de Jair Bolsonaro ainda não descarta a possibilidade de ser ele próprio o candidato ao Senado, mesmo em uma campanha a distância. Seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, rejeita a ideia.

Tarcísio defende nome moderado

Um dos que discordam da estratégia em gestação é Tarcísio de Freitas. O governador já defendeu junto ao grupo que a segunda vaga deveria ser destinada a um nome mais moderado, e não outro de perfil ideológico. No entanto, como mostrou o Estadão, ele não pretende se envolver diretamente nessa articulação.

Aliados de Tarcísio avaliam que dois nomes de perfil ideológico podem levar eleitores mais moderados a migrar para alguma das opções do campo progressista. A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), já confirmou que estará na disputa e, para a segunda vaga, estão sendo considerados o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

No entorno de Tarcísio, passou-se a cogitar inclusive a possibilidade de o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), preencher a segunda vaga. O entrave é que, apesar de filiado ao Partido Liberal, o deputado não integra o grupo bolsonarista.

Do Prado desejava ser indicado como vice na chapa de Tarcísio à reeleição, mas o governador pretende manter o vice, Felício Ramuth (PSD). Nesse cenário, a vaga ao Senado serviria para contemplar o aliado, visto como fiel ao governo e peça importante na articulação da administração estadual no Legislativo paulista.

Uma parte da direita também levanta outra preocupação: a possibilidade de se ter não duas, mas três candidaturas do campo ao Senado, o que dividiria os votos.

Um dos que pensam dessa forma é o deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo), que vem sofrendo pressão do grupo para desistir da candidatura e concorrer à reeleição. O parlamentar recebeu convite do PP para se filiar, mas declinou.

"Sou candidato ao Senado de qualquer forma. Agora, ter três candidatos do campo é facilitar o jogo da esquerda, pois os votos vão se fragmentar", afirma Salles.

Estadão
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