Bolsonaro tem 'evolução favorável' e pode ter alta da UTI nas próximas 24h, diz boletim médico
Ex-presidente está internado desde o último dia 13. Neste sábado, 21, ele completou 71 anos de idade em meio à pressão para que vá para prisão domiciliar; PGR se manifestou favoravelmente à transferência nesta segunda, 23
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está "estável clinicamente, com evolução favorável e sem intercorrências", segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira, 23. O comunicado do hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado, diz que ele pode receber alta da unidade de terapia intensiva (UTI) nas próximas 24 horas "se mantiver evolução satisfatória".
O ex-presidente "segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora". O ex-presidente está recebendo tratamento para broncopneumonia bacteriana bilateral, decorrente de episódio de broncoaspiração. O quadro de saúde ocorre quando há a entrada de conteúdo das vias digestivas, como alimentos ou secreções, nas vias respiratórias, o que pode causar infecção nos pulmões.
Bolsonaro foi hospitalizado no dia 13 de março. O médico cardiologista Brasil Caiado afirmou que essa foi a "maior pneumonia que Bolsonaro já teve".
Neste sábado, 21, Bolsonaro completou 71 anos de idade, em meio à pressão para que seja transferido para prisão domiciliar. O ex-presidente recebeu parabéns e mensagens de familiares e apoiadores na porta do hospital.
Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.
Nesta segunda, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar para Bolsonaro. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-presidente. Moraes havia solicitado parecer de Gonet após a internação do ex-presidente.
Na avaliação da Procuradoria-Geral da República, "está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro".