Dino relata hostilidade de funcionária de companhia aérea: ‘Disse que seria melhor matar’
Ministro do STF pediu educação cívica para que casos como esse não se repitam
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino relatou, nesta segunda-feira, 18, que foi hostilizado por uma funcionária de companhia aérea durante voo. Ela teria dito que seria "melhor matar do que xingar" o magistrado.
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Em uma publicação nas redes sociais, Dino contou que o caso ocorreu após a mulher olhar o nome em seu cartão de embarque. A funcionária manifestou a “vontade de xingar” a um agente de polícia judiciária.
“Em seguida se ‘corrigiu’: disse que seria melhor MATAR do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, escreveu.
O ministro não informou quando, com qual companhia ou até em que aeroporto ocorreu, mas esclareceu que a situação é de interesse coletivo. Então, ele faz uma reflexão sobre a contaminação com “idêntico ódio”.
“Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros. Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?”, questiona.
Em seguida, o ministro pede que as empresas que lidam com o público para fazerem educação cívica. “Para que todos possam conviver em paz, especialmente nesse ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram. Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto”, pede.
O magistrado ainda cita que pode se tratar de um “caso isolado”, mas que devido ao calendário eleitoral, pode não ser.
“Então é melhor prevenir. Essa é a sugestão para as empresas e entidades empresariais: orientem e estimulem com campanhas educativas os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias, opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil”, finaliza.
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