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Deputados criticam Exército por deixar Pazuello impune

Ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia disse que a Casa deveria votar PEC que veda aos militares da ativa a ocupação de cargos públicos

3 jun 2021 18h13
| atualizado às 18h31
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Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello presta depoimento à CPI da Covid
REUTERS/Adriano Machado
Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello presta depoimento à CPI da Covid REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Após decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participação em ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), deputados foram às redes criticar a instituição.

O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou já estar na hora de a Casa discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que veda aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública.

A autora da proposta, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), afirmou que a sensação de não se saber "onde termina o governo e começa o Exército" é a pior coisa que pode acontecer às Forças Armadas.

Para os deputados Jorge Solla (PT-BA) e José Guimarães (PT-CE), a decisão abre espaço para novas transgressões por parte de militares. "Sem tergiversar, é a maior vitória de Bolsonaro em favor de um golpe até aqui", disse Solla. Para Guimarães, a falta de medidas contra o general dá "carta branca" para que "qualquer patente cometa o mesmo erro ou coisa pior".

Na mesma linha, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) classificou a falta de punição como um "atentado à democracia". No Twitter, Valente acusou o Exército de se curvar a Bolsonaro. "Está instalada a anarquia militar", afirmou o parlamentar.

A ex-aliada de Bolsonaro e deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) também entrou no coro de críticas às Forças Armadas. "Como pode a cúpula do Exército ficar de joelhos para um político?", questionou, acusando Bolsonaro de estar "destruindo nossas instituições".

Para Orlando Silva (PCdoB-SP), "ao ceder a Bolsonaro e aceitar a imposição da desordem, o comando trincou o mais importante estamento militar". Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também comentou o caso, declarando que o Exército está se "desmoralizando" diante da "delinquência" de Bolsonaro.

O comando do Exército anunciou nesta quinta-feira que o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello não cometeu transgressão disciplinar por ter participado de ato político no Rio de Janeiro ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

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Na CPI da Covid, Pazuello faz ao menos dez alegações enganosas sobre cloroquina, testes e vacinas:
Estadão
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