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Política

Gleisi e Boulos divulgam vídeo que associa Flávio Bolsonaro a organizações criminosas do Rio

Publicação ocorreu um dia após pesquisa Quaest mostrar empate técnico entre o senador e Lula em cenário de segundo turno; OUTRO LADO: Flávio nega vínculos com facções e diz que PT fabricou acusações para proteger Lula

12 mar 2026 - 22h26
(atualizado em 13/3/2026 às 13h40)
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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, publicaram nas redes sociais um vídeo que atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ligações com organizações criminosas.

Procurado pelo Estado, Flávio afirmou, em nota: "O PT mente. Essa é mais uma fake news para tentar salvar Lula e todos aqueles que estão consumindo o Estado por dentro. A única coisa que o nome Flávio Bolsonaro representa para qualquer facção ou grupo criminoso é algoz. Esses falsos vínculos foram fabricados pelo PT e tentam enfraquecer os nossos esforços para combater o crime, classificar as facções como terroristas e conseguir apoio internacional para desarticular esses grupos. Quem é unha e carne de facção é o Lula, que recebe a dama do tráfico com pompas e faz lobby nos Estados Unidos para proteger esses grupos."

Na equipe de Flávio há até uma discussão sobre alguma ação jurídica em relação às postagens.

A publicação foi feita um dia depois da pesquisa Genial/Quaest apontar empate técnico entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno.

Conforme apurou o Estadão, dirigentes do PT culpam o governo pela queda na popularidade de Lula. Nos bastidores, aliados afirmam que o Palácio do Planalto precisa "voltar das férias".

A estratégia definida pelo partido foi apresentar o que petistas chamam de "Flávio de verdade", em contraposição à imagem construída nas redes sociais.

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O vídeo descreve supostas conexões do senador com o que chama de "submundo do crime do Rio de Janeiro".

Um quadro exibido na gravação relaciona Flávio Bolsonaro a três nomes citados em investigações policiais: o secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca; o ex-secretário estadual de Esportes e Lazer e ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor, Alessandro Pitombeira Carracena; e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.

O vídeo afirma que Pitombeira teria proximidade com Gutemberg Fonseca, descrito como "unha e carne" de Flávio Bolsonaro.

O conteúdo diz que o nome do secretário aparece em investigações da Polícia Federal que apontam supostos contatos com integrantes do Comando Vermelho.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no hospital DF Star em Brasília em 2025
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no hospital DF Star em Brasília em 2025
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A narração acrescenta que a investigação que resultou na prisão de Pitombeira envolve TH Joias, acusado de vazar informações sigilosas a membros da facção.

"Todos esses nomes circulam na mesma rede política ligada a Flávio Bolsonaro", diz trecho da gravação, que classifica as relações como uma "teia de relações que não pode ser ignorada".

O vídeo cita ainda episódios associados ao senador em investigações e reportagens. Entre eles, a homenagem ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega na Assembleia Legislativa do Rio e suspeitas relacionadas a um esquema de "rachadinha" em seu gabinete.

Estadão
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