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Política

Congresso aprovou ao menos 31 projetos para as mães nos últimos 10 anos

Amamentar o filho durante a realização de concurso, prisão domiciliar para grávidas e salários iguais aos dos homens são algumas das propostas que passaram pelo crivo de deputados federais

14 mai 2023 - 14h53
(atualizado às 20h02)
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BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados aprovou ao menos 31 projetos de lei direcionados às mães nos últimos 10 anos. Desses, 11 se incorporaram à Constituição. Entre as iniciativas, o Congresso garantiu o direito de mulheres amamentarem seus bebês durante a realização de concursos públicos e que a prisão preventiva de mulheres grávidas seja substituída por prisão domiciliar.

Deputada Talita Petrone participa da cerimônia de posse da Câmara dos Deputados
Deputada Talita Petrone participa da cerimônia de posse da Câmara dos Deputados
Foto: Reprodução: @talitapetrone / Instagram / Estadão

Em 2023, até o momento, três textos foram aprovados. Um deles, de autoria do governo federal, assegura o bolsa atleta às esportistas gestantes e puérperas, enquanto garante trabalho remoto para parlamentares grávidas a partir da trigésima semana de gestação.

Outra proposta aprovada, também de autoria do governo, prevê salários iguais para homens e mulheres, estabelecendo mecanismos de transparência e de remuneração a serem seguidos pelas empresas e determina o aumento da fiscalização para a aplicação de sanções administrativas. Esse texto ainda está sob análise do Senado.

Segundo o dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) compilados pela Agência Câmara, as mulheres ocupam menos cargos de chefia (37,4% do total) e recebem, em média, 77,7% do rendimento dos homens na mesma função.

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Em agosto de 2022, o Congresso aprovou a lei da laqueadura. Com isso, desde março deste ano as mulheres podem realizar o procedimento a partir dos 21 anos. Antes disso, só podiam ser feitos depois dos 25 anos. A mudança na legislação também garantiu a quem tem ao menos dois filhos fazer laqueadura a partir de 21 anos. E acabou com a necessidade de consentimento expresso de ambos os cônjuges para a esterilização.

O ano de 2015 foi o mais produtivo em relação à aprovação de matérias destinadas às mães. Um dos textos aprovados busca assegurar que estudantes grávidas, a partir do oitavo mês ou durante os seis meses após o nascimento da criança, possam substituir as aulas presenciais por um regime de exercícios feitos em casa com o acompanhamento da instituição de ensino.

Nesta semana, a Câmara ainda votará uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que anistia partidos que descumpriram cota de gênero e raça na eleição de 2022.

A bancada feminina aprovou, em 2021, o orçamento mulher, que permite que sejam apresentadas pelas deputadas emendas que garantem a manutenção ou ampliação de programas existentes para mulheres. Em 2023, parlamentares têm até R$ 854,9 bilhões de orçamento efetivo para utilizar. Até maio deste ano, R$ 89,4 bilhões já foram pagos.

Entre os 27 governadores, apenas duas são mulheres foram eleitas no ano passado - Fátima Bezerra (PT-RN) e Raquel Lyra (PSDB-PE).

Na última eleição, apenas quatro mulheres foram eleitas senadoras. São elas: Professora Dorinha (União-TO), Damares Alves (Republicanos-DF), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS).

Estadão
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