'Com o aerotrem, não aconteceria', diz Fidelix sobre colisão no metrô
Distribuindo pechas de incompetentes, negligentes e culpados para os dois lados do espectro político da cidade, o pré-candidato do nanico PRTB à prefeitura de São Paulo, Levy Fidelix, saiu em vídeo criticando a gestão do transporte público por PSDB e PT na capital paulista e exaltou a suposta segurança do "aerotrem", projeto que há anos é seu carro-chefe de campanha.
Diante de uma mesa com vários jornais usados para expor fatos sobre o acidente na linha vermelha do metrô e mostrar que "não está inventando historinha", Fidelix culpou o governador Geraldo Alckmin, o secretário dos transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o pré-candidato do PSDB e ex-governador José Serra pelo "caos no trânsito de São Paulo".
"Vocês são culpados. Alckmin, senhor Jurandir Fernandes, o senhor Serra!", exclama.
Na última quarta-feira, duas composições da linha 3-vermelha que circulavam no sentido Barra Funda se colidiram perto da estação Carrão do metrô, deixando dezenas de feridos e causando até 75 km de congestionamento na capital.
"Com o aerotrem esse tipo de acidente não aconteceria", argumenta o político. "O aerotrem só vai num sentido, para frente ou para trás, para direita ou para esquerda", explica.
Em resposta aos comentários de Fidelix, a assessoria o PSDB em São Paulo citou as obras de expansão do metrô tocadas atualmente pelo governo, e rebateu: "transporte público é assunto sério e não deveria ser tratado de forma leviana por candidatos que só aparecem para discutir o tema a cada quatro anos, quando há eleição municipal".
No vídeo, publicado no site do PRTB, Fidelix também não poupou críticas ao PT. "Ô, pessoal do PT, vocês só querem fazer corredor de ônibus e o metrô vocês abandonaram mesmo", alfineta. Procurada, a assessoria do PT ainda não tinha se manifestado até a publicação desta matéria.
"O povo adora"
Referindo-se ao monotrilho que será implantado na capital, Fidelix disse que "aerotrem é o nome correto" e que todo mundo sabe que é um projeto seu. "Aliás, do Levy não, do povo de São Paulo. E eu apenas inovei uma nova palavra constituída pela minha simplicidade (sic). Eu sou do mato, do interior. Se um trem é aéreo, aerotrem. Não é tão simples? O povo sabe, o povo adora."
E finaliza, enérgico: "Tá no jornal: vocês continuam batendo os trens aí, né? Vamos parar com isso, meus amigos. Vamos pra outra, vamos pra outra. Quebrem a cabeça que o pau tá comendo. Vamos lá!"