Campanha de Flávio Bolsonaro nega privatização de estatais e promete fortalecer programas sociais e reduzir impostos
Se eleito, candidato do PL deve fazer ajuste fiscal "focado nos excessos do governo", segundo coordenador de área econômica
Adolfo Sachsida, coordenador econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, negou a privatização de estatais como Petrobras, Caixa e Banco do Brasil. Ele prometeu fortalecer programas sociais, como o Bolsa Família e o BPC, e reduzir impostos e burocracia para empresas. Segundo Sachsida, o ajuste fiscal focará na extinção de ministérios e no corte de supersalários públicos, rebatendo informações sobre possíveis reduções de gastos em benefícios e na previdência.
O coordenador da área econômica da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL), Adolfo Sachsida, negou nesta quinta-feira, 8, que, se eleito, o senador privatizará estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras, e prometeu que um eventual governo Flávio irá "fortalecer" programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ao mesmo tempo que reduzirá impostos.
Em vídeo publicado em sua conta no X, Sachsida disse que o ajuste fiscal prometido pelo candidato "será focado nos excessos do governo" e citou redução no número de ministérios e salários de funcionários públicos que, em alguns casos, segundo ele, chegam a R$200 mil.
"Nós vamos preservar todos os programas sociais, e não é só preservar, não, nós vamos fortalecer os programas sociais. Então, se você que está vendo esse vídeo recebe o Bolsa Família, o BPC, pode ter certeza que nós vamos respeitar, e muito, você e sua família e vamos fortalecer esses programas todos", disse.
"Se você que está vendo esse vídeo é um empresário, saiba que nós vamos reduzir impostos, vamos reduzir burocracia, vamos facilitar a sua vida", prometeu.
Sachsida, que foi ministro de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro e secretário de Política Econômica do ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, negou ainda que Flávio pretenda privatizar estatais.
"Se você que está ouvindo esse vídeo é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada", disse.
Mais cedo, o jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem em que afirma que a equipe de Flávio estuda, caso ele seja eleito, mudar a correção dos benefícios da Previdência e do BPC, assim como dos gastos obrigatórios em saúde e educação, com objetivo de obter um corte de R$250 bilhões.
Em seu vídeo, Sachsida não menciona a matéria do jornal, mas pede aos seguidores que não acreditem em "fake news".
"Nós vamos colocar as contas públicas em ordem respeitando a população brasileira. Então não acredite em fake news".

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