Nunes Marques, sobre julgamentos no TSE: só é possível migrar urnas para 2º turno após decisões
O presidente do TSE, Nunes Marques, alertou que esta quinta-feira é o prazo final para alterar os dados das urnas para o segundo turno. A declaração ocorre durante o julgamento da desistência de Anthony Garotinho no Rio, o que pode dar a vitória a Douglas Ruas no primeiro turno. Segundo o ministro, qualquer mudança após o início da preparação exigiria reiniciar a recarga de todas as urnas eletrônicas do país, o que tornaria o processo logisticamente inviável.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, disse que esta quinta-feira, 8, é o último dia para alterar os dados nas urnas sobre os candidatos que disputarão o segundo turno. A declaração foi feita no contexto de indefinição sobre a realização de segundo turno no Rio de Janeiro após o pedido de desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) da corrida pelo governo. O Tribunal começou a julgar o caso nesta manhã.
O pedido beneficia o candidato Douglas Ruas (PL). Sem os votos do ex-governador na conta, Ruas passa para aproximadamente 50,9% dos votos válidos, porcentual suficiente para vencer a disputa pelo governo do Rio no primeiro turno.
"Uma vez iniciada a preparação das urnas, alterações posteriores nos candidatos ou na realização ou não de segundo turno, mesmo que circunscrita a uma determinada unidade da federação, implicarão na necessidade de reiniciar-se a preparação de urnas em todo o país", disse o ministro.
"Em resumo, não é possível se fazer uma recarga em apenas uma unidade da federação. Se houver alteração em uma unidade da federação, a recarga tem que ser feita em todas as urnas envolvendo todas as unidades da federação. Isso se mostra, logicamente, inviável", afirmou.
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