'Split payment' inviabiliza capital de giro para empresas, diz Flávio Bolsonaro
Candidato do PL afirma que irá retirar da reforma tributária, com o apoio do Congresso, o recurso que recolhe impostos automaticamente no momento da compra de um serviço ou produto
Ao receber o apoio do Podemos, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende retirar o "split payment" da reforma tributária, alegando que a cobrança automática de impostos inviabiliza o capital de giro das empresas. Ele também defendeu o fim da reeleição no Executivo por meio de PEC que inclui a inelegibilidade de seus parentes, prometeu usar tecnologia para proteger mulheres e mães atípicas, criticou gastos do governo Lula e destacou seu crescimento eleitoral no Nordeste.
BRASÍLIA - O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) repetiu, nesta quinta-feira, 8, que pretende retirar o "split payment" da reforma tributária com o apoio do Congresso eleito neste ano. Ele fez a declaração ao lado da bancada e políticos eleitos do Podemos, que declararam apoio à candidatura do PL. O "split payment" é recurso que recolhe impostos automaticamente no momento da compra de um serviço ou produto.
"Isso acaba ou impossibilita, inviabiliza a empresa ter um capital de giro, porque ela, quando compra uma mercadoria para revender, paga depois de 30, 45 dias ao fornecedor", afirmou, dizendo que, caso se mantenha essa ferramenta, haverá uma quebradeira no País.
Flávio repetiu ainda que usará tecnologia para proteger mulheres e citou a proteção a mães atípicas, o que seria uma pauta da presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, que estava ao seu lado na hora do discurso.
Ele começou sua fala agradecendo ao Podemos, sua bancada eleita e não eleita, dizendo que há um alinhamento que não é automático, mas de visão para o País.
O candidato disse ainda que o Bolsa Família tem de ser a primeira coisa que um governo faz pelas pessoas e não a última.
Em sua fala, ele disse que quem vai decidir o tamanho do mandato do presidente, caso não haja mais reeleição, é o Congresso. Ele deixou em aberto se esse mandato seria de quatro ou cinco anos. Além disso, afirmou que parentes em primeiro grau também não poderiam disputar o cargo após ele, como seu pai, Jair Bolsonaro (PL).
"Muito mais do que um compromisso, eu assinei a PEC, eu sou autor da PEC, e eu vou usar o capital político que um presidente recém-eleito tem também, para conseguir aprovar isso no Congresso, para que sirva para mim já, para mim já, no meu mandato. E aí se vão ser quatro, cinco anos. Se vai valer para governador, prefeito, é o processo legislativo que vai dizer", afirmou.
Ele não explicou também se essa mudança valeria para outros cargos executivos pelo País, como prefeitos e governadores. Voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entretanto, dizendo que o petista gastou R$ 350 bilhões para se reeleger e, por isso, essa possibilidade tem que acabar.
O candidato também repetiu que não disputa poder e não se preocupa com a reeleição, e que o mandato maior pode ser discutido.
"Mas, inclusive, para parentes até terceiro grau, não é só eu, é o meu pai, inclusive, já que houve uma fala aí também desencaixada, de que o Bolsonaro poderia ser candidato em 2030. Se eu for presidente da República a partir de janeiro de 2027, eu espero que seja, em 2030 nenhum parente meu pode ser candidato", completou.
Flávio afirmou que vai ter agendas no Rio de Janeiro no fim de semana e, depois, nas seguintes, deve partir para o Nordeste.
"Eu sempre disse que o Nordeste é a solução nesse Brasil. E o Nordeste deu mais uma resposta ao dar recorde de votação para Flávio Bolsonaro. É a menor diferença em todas as nossas eleições em relação ao PT. Eu acho que o Nordeste acordou, abriu os olhos", disse.

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