PUBLICIDADE

'Minha Casa, Minha Vida' para faixa de R$ 2,6 mil é suspenso

Caixa Econômica Federal alegou falta de recursos para o programa, já que o governo banca uma parcela de até R$ 47,5 mil do valor do imóvel

12 nov 2018 22h55
| atualizado em 13/11/2018 às 09h45
ver comentários
Publicidade

A Caixa Econômica Federal suspendeu a contratação de novas unidades do programa "Minha Casa, Minha Vida" para famílias com renda de até R$ 2,6 mil por mês, classificada como "faixa 1,5". O banco alegou falta de recursos para o programa, já que o governo banca uma parcela de até R$ 47,5 mil do valor do imóvel.

Casas que fazem parte das 701 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no conjunto Rio de Janeiro entregues na cidade de Uberaba (MG), nesta quinta-feira (21)
Casas que fazem parte das 701 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no conjunto Rio de Janeiro entregues na cidade de Uberaba (MG), nesta quinta-feira (21)
Foto: Neto Talmeli / Futura Press

A intenção do banco é retomar os financiamentos em 2019, quando o programa receberá um novo aporte. A Caixa ressaltou que, no total, o programa recebeu este ano R$ 57,4 bilhões. Até o momento, informa a instituição, foram contratados 4,7 milhões de unidades habitacionais.

O fim do dinheiro para o "Minha Casa, Minha Vida" não chega a surpreender. Desde o início do ano, o governo vinha enfrentando dificuldades para reforçar o orçamento do programa. E contava com medidas cujos efeitos ficaram aquém do estimado pela área econômica, como a reoneração da folha. Diante das dificuldades, a decisão tomada este ano foi priorizar os financiamentos na faixa 1,5, já que na faixa 1 os subsídios são maiores e, portanto, é maior a necessidade de recursos orçamentários.

Na "faixa 1,5", os financiamentos são concedidos pelo prazo de 30 anos, a juros de 5%. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) financia 90% do valor do imóvel, e o Tesouro banca os 10% restantes. Na "faixa 1", a parcela bancada pelo governo é bem maior. O mutuário não paga juros. A prestação é de no máximo R$ 270,00 por mês e o financiamento dura dez anos.

Veja também

Estadão
Publicidade
Publicidade