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Política

Brasil vai propor a Colômbia e Venezuela vigilância na fronteira

12 nov 2009 - 15h59
(atualizado às 19h29)
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O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse nesta quinta-feira que o governo brasileiro quer propor à Colômbia e à Venezuela a criação de uma comissão de vigilância fronteiriça como primeiro passo para aliviar as tensões entre os dois países. Segundo Garcia, a comissão funcionaria de maneira similar à vigilância que Colômbia e Equador têm, que permite a troca de informações oficiais sobre o que acontece na fronteira.

"Caso seja necessária a ajuda do Brasil para vigiar a fronteira, estaríamos dispostos a ajudar", afirmou o assessor. As relações entre Colômbia e Venezuela estão congeladas há meses por decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Nas últimas semanas, a situação piorou por vários incidentes na fronteira. No domingo, Chávez disse aos militares e à população venezuelana que se preparassem para a guerra. Dois dias depois, o presidente disse que a imprensa havia "manipulado" suas declarações.

Segundo Garcia, a proposta da comissão de vigilância seria feita após uma consulta ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e a Chávez, o que poderia acontecer durante a reunião de países amazônicos que o Brasil convocou para o dia 26 deste mês em Manaus. "Se houver possibilidade de consultar os dois presidentes, essa proposta seria feita", disse Garcia. A data da reunião, no entanto, não está confirmada por problemas de agenda de alguns líderes convidados, conforme informou Garcia.

O Governo brasileiro já havia manifestado em outras ocasiões sua disposição em mediar o acordo entre Colômbia e Venezuela, sempre e quando a iniciativa partir de algum dos dois envolvidos. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre reunir para uma conversa Uribe e Chávez, durante o encontro de Manaus.

De acordo com Garcia, a comissão de vigilância "poderia ser o primeiro passo para um pacto de não agressão entre os dois países e para a normalização das relações". O assessor afirmou, no entanto, que a extensa fronteira colombo-venezuelana é uma área "complicada" pela presença na região de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), do Exército de Libertação Nacional (ELN), de paramilitares, narcotraficantes e "delinquentes de todo tipo".

Sobre a possibilidade de o Brasil voltar a servir como facilitador para a libertação de policiais e militares sequestrados pelas Farc, Garcia disse que seu País está disposto a participar sempre que for pedido. "Se nos solicitarem, evidentemente compareceremos", afirmou.

EFE   
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