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Bolsonaro estará em Israel no dia de comemorações do golpe de 64

O palácio pretende unificar as ordens do dia, textos preparados e lidos separadamente pelos comandantes militares

26 mar 2019
18h44
atualizado às 18h56
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Apesar de ter orientado quartéis a celebrarem o aniversário de 55 anos do golpe militar, o presidente Jair Bolsonaro não estará no Brasil no dia 31 de março. Bolsonaro viajará a Israel no próximo sábado, 30, onde permanecerá até 3 de abril.

O estímulo de Bolsonaro à celebração do golpe de 1964 foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Na segunda-feira, 26, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, confirmou a determinação do presidente ao Ministério da Defesa para que sejam feitas as "comemorações devidas". Segundo Rêgo Barros, não haverá eventos no Planalto na ocasião.

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
25/03/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto 25/03/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

De acordo com o porta-voz, o presidente não considera que houve um golpe, e sim que a sociedade civil e militares se uniram para "recuperar e recolocar o nosso País no rumo". "Salvo melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém", afirmou Rêgo Barros.

O palácio pretende unificar as ordens do dia, textos preparados e lidos separadamente pelos comandantes militares. Já há um esboço do conteúdo, que deve encaminhado na quinta ou sexta-feira aos quartéis, segundo fontes. O conteúdo é elaborado em conjunto pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e os comandantes das Forças Armadas.

Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, o texto único deve ressaltar as "lições aprendidas" no período, mas sem qualquer autocrítica aos militares. O período ficou marcado pela morte e tortura de dezenas de militantes políticos que se opuseram ao regime. O texto também deve destacar o papel das Forças Armadas no contexto atual, considerando o protagonismo de militares como principais pilares de sustentação do governo Bolsonaro.

Estadão
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