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Bolsa Família: Sem fraudes, há recurso para 13º, diz Bolsonaro

"Em se combatendo a fraude, temos recursos suficientes para pagar a quem necessita, é uma realidade do nosso governo", afirmou o presidente

11 abr 2019
21h03
atualizado às 21h22
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Após anunciar na manhã desta quinta-feira, 11, em cerimônia de comemoração dos cem dias de governo a concessão de um 13.º salário para beneficiários do Bolsa Família, o presidente Jair Bolsonaro declarou, em 'live' no Facebook, que o governo terá recursos suficientes para o pagamento a quem necessita porque está combatendo as fraudes no programa.

"Em se combatendo a fraude, temos recursos suficientes para pagar a quem necessita, é uma realidade do nosso governo", afirmou, ao lado do líder do governo na Câmara, Major Vítor Hugo (PSL-GO), e do porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros.

Presidente da República, Jair Bolsonaro durante transmissão de Live para redes sociais
Presidente da República, Jair Bolsonaro durante transmissão de Live para redes sociais
Foto: Alan Santos / PR

Horário de verão

Bolsonaro afirmou também que decidiu não implementar o horário de verão no fim de 2019 porque a medida "não dá mais economia". Segundo o presidente, atualmente o horário de pico é por volta das 15 horas. Bolsonaro ainda apresentou motivos médicos para tirar o horário de verão. "O pessoal da saúde da Presidência diz que, de certa forma, muita gente tem o seu relógio biológico agredido nesse horário de verão, pessoas ficam sonolentas no serviço, ou acordadas à noite, influencia na produtividade do ser humano. Vou assinar o decreto para acabar com horário de verão na semana que vem", afirmou.

O presidente também brincou ao dizer que há pessoas que reclamaram porque atrapalharia a "cervejinha". "Mas tu vai encontrar uma forma de não ficar sem a cervejinha", disse.

Pesca

Na transmissão, Bolsonaro convidou o secretário da Pesca, Jorge Seif, a se juntar a eles à mesa e também provocou o auxiliar com um gracejo. "É o único secretário que indiquei, quem diria, eu estou sem poder nenhum nesse governo aí", brincou.

Seif esteve em Israel com Bolsonaro e, segundo o presidente, visitou locais onde se cria peixe no deserto. "Nós precisamos transformar o Brasil, além de grande produtor de grãos e outras proteínas, em grande produtor de pescados, somos o 13º produtor do mundo", afirmou Seif.

Parlamento

Bolsonaro negou que esteja "pouco se lixando" para o diálogo com o Parlamento. O presidente afirmou que "querem passar" a imagem de que ele não dá importância ao Congresso. "Não existe isso", reiterou.

Ele afirmou que, nas reuniões que fez com presidentes de partidos e parlamentares tratou todos com "dignidade". De acordo com Bolsonaro, foram conversas proveitosas e foi tratado de "política com P maiúsculo". Desde a semana passada o presidente tem se encontrado com dirigentes de legendas e passou a intensificar as reuniões com parlamentares.

Jerusalém

O presidente afirmou ainda que o escritório do governo do Brasil em Jerusalém é mais um passo para a possibilidade de transferência da Embaixada brasileira de Tel-Aviv para a cidade. Bolsonaro afirmou que o País não passou a "se voltar" para Israel e Estados Unidos, mas realizou uma mudança "radical" da posição na Organização das Nações Unidas (ONU) em relação a essas duas nações.

Ele disse que antes havia voto de cabresto do Brasil na ONU, pela proximidade com Cuba e Venezuela, que, de acordo com o presidente, não têm apreço pela liberdade. "Aquele Estado de Israel só existe por um milagre, é pequeno, um pedaço de terra, menos do que Sergipe, e não tem petróleo, mas é bastante próspero", disse.

Países islâmicos

Na transmissão ao vivo pelo Facebook, Bolsonaro negou que é contra os países islâmicos e afirmou que o Brasil quer fazer negócios com todo o mundo. O presidente citou o jantar com aproximadamente 30 embaixadores de países árabes, do qual participou na noite desta quarta-feira, 10, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O encontro foi uma tentativa de aproximação com as nações árabes em meio à intenção do governo de transferir a Embaixada em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém.

"Conversei muito com eles (embaixadores), falei que o Brasil é um país maravilhoso, tem gente do mundo todo aqui dentro, todo mundo vive muito bem", relatou. Bolsonaro disse na transmissão esperar que esse ambiente de negócios vá além e "transborde de modo que a amizade, a interação e esse laço fiquem cada vez mais fixos".

"Não existe essa história de que sou contra determinados países", disse. Ele declarou que respeita todas as religiões e repetiu que o Brasil quer fazer negócios com o mundo todo.

Rêgo Barros disse que ao mesmo tempo que o governo "atende aos princípios de aproximação com Israel, não há divisão de povos". De acordo com o porta-voz, todos são importantes para a sociedade brasileira.

Estadão
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