Banco do Nordeste anuncia Programa de Demissão Voluntária (PDV) para funcionários
O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) anunciou nesta sexta-feira (29) a implantação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), voltado aos seus funcionários.
O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) anunciou nesta sexta-feira (29) a implantação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), voltado aos seus funcionários. A decisão foi aprovada em reunião do Conselho de Administração da instituição realizada na mesma data.
Segundo o banco, o objetivo do programa é "ajustar o quadro funcional às novas necessidades organizacionais e operacionais", em meio a um processo de reestruturação interna. Os critérios de adesão, benefícios oferecidos e prazos para inscrição ainda serão divulgados aos colaboradores nos próximos dias.
A medida segue uma tendência entre instituições financeiras públicas e privadas, que vêm adotando programas semelhantes nos últimos anos como forma de reduzir custos e modernizar a gestão.
Até o momento, o BNB não confirmou o número estimado de adesões, mas fontes internas indicam que o programa será direcionado especialmente a funcionários próximos da aposentadoria ou com maior tempo de casa.
Representantes sindicais afirmam que estão acompanhando o processo e cobraram do banco transparência nas negociações e respeito aos direitos trabalhistas. O Sindicato dos Bancários da Bahia e Sergipe declarou que vai avaliar o conteúdo do PDV assim que for oficialmente apresentado, para garantir que não haja prejuízo aos trabalhadores.
O Banco do Nordeste é um dos principais agentes de fomento da região, com atuação em todos os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais e do Espírito Santo, sendo responsável por importantes linhas de crédito para agricultura, indústria, comércio e microempreendedores.
Demissões em massa no Itaú geram denúncia no Ministério Público do Trabalho
O Banco Itaú está no centro de uma nova polêmica após realizar demissões em massa sem diálogo prévio com a entidade sindical da categoria. Na ultima terça-feira (16/7), o Sindicato dos Bancários do Ceará protocolou uma denúncia formal no Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a instituição financeira, alegando que quase 50 trabalhadores foram dispensados de forma abrupta, sem qualquer mediação com o sindicato — o que contraria entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a denúncia, as demissões não apenas violam direitos trabalhistas, como também comprometeram o funcionamento de diversas agências em Fortaleza, prejudicando diretamente a população que depende do serviço bancário. "Trata-se de um serviço essencial, e não pode ser tratado com tamanho desprezo pelos impactos humanos e sociais que gera", afirma a diretoria do sindicato.
A decisão do STF citada pelo sindicato reconhece que demissões coletivas exigem negociação prévia com entidades sindicais, sob pena de violação ao princípio da proteção ao trabalhador. O Sindicato dos Bancários do Ceará considera a medida do Itaú como um grave retrocesso nas relações de trabalho e cobra ação imediata do MPT.
Sindicato cobra investigação, mediação e reintegração
O sindicato pede que o Ministério Público do Trabalho investigue as demissões, abra mediação entre as partes e avalie a possibilidade de reintegração dos bancários desligados. Também foi solicitado o restabelecimento do diálogo coletivo, como forma de prevenir novos episódios semelhantes.
A entidade ainda reforça que está atenta a cada passo do processo e promete mobilização em defesa dos direitos da categoria. "Bancário e bancária não estão sozinhos. Vamos seguir lutando por respeito, estabilidade no emprego e valorização dos profissionais que mantêm esse sistema funcionando", destaca o comunicado oficial.
Impactos diretos na população
Além dos prejuízos aos trabalhadores, a medida afetou milhares de clientes. Diversas agências amanheceram com atendimento prejudicado ou paralisado, o que gerou filas, transtornos e falta de acesso a serviços básicos, segundo sindicato. O sindicato alerta que o lucro bilionário do Itaú não justifica cortes desse tipo, e pede maior responsabilidade social por parte do banco.