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Política

Bancada evangélica escolhe deputado bolsonarista como líder e barra candidato de Lula

Deputado Gilberto Nascimento, do PSD de São Paulo, venceu Otoni de Paula, do MDB do Rio, por 117 votos a 61

25 fev 2025 - 20h58
(atualizado às 22h01)
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BRASÍLIA - O deputado federal Gilberto Nascimento (PSD-SP) foi eleito presidente da bancada evangélica no Congresso Nacional nesta terça-feira, 25. Apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Gilberto venceu o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), que se aproximou recentemente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A votação ocorreu em meio a um racha da frente evangélica. Nascimento recebeu 117 votos, enquanto Otoni ficou com 61 votos. Durante a votação, a deputada federal Greyce Elias (Avante-MG), que concorria como candidata da terceira via, desistiu da candidatura para apoiar o deputado do PSD. Com o apoio de última hora, ela se tornou vice-presidente da bancada.

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) reúne 219 deputados e 26 senadores e tem papel fundamental na votação de pautas que envolvem costumes. Gilberto foi o candidato "mais conservador", e recebeu o apoio do PL e do ex-presidente Bolsonaro.

Após vencer o pleito, Gilberto fez um discurso curto, agradecendo a Otoni e Greyce. O novo líder da bancada evangélica disse que, durante a gestão dele que vai até 2027, irá discutir todas as pautas de interesse do grupo.

"Estamos na nossa luta na expectativa de discutir todas as pautas possíveis. Só fica aqui o meu muito obrigado, quero estar à disposição de todos os deputados e deputadas para discutirmos o Brasil e as nossas pautas que são inerentes a Frente Parlamentar Evangélica", afirmou Gilberto.

Desde a segunda-feira, 25, o presidente Bolsonaro vinha ligando para parlamentares para pedir votos em Nascimento. Outro fiador da campanha do deputado foi o pastor evangélico Silas Malafaia. Gilberto nega, e diz que foi, durante a campanha, um candidato independente.

Gilberto Nascimento está no quarto mandato como deputado federal. Ele ocupa uma cadeira na Câmara desde 2015, mas também assumiu mandato entre 2003 e 2007.

O racha na eleição se deu por conta do afastamento de Otoni de Paula do bolsonarismo. Ele também era ligado a Bolsonaro, mas decidiu se afastar dele após as eleições de 2022. Desde então, Otoni diz que o ex-presidente queria transformar a FPE em um "puxadinho" do bolsonarismo e o acusa de se apropriar do discurso evangélico sem ter distribuído cargos para os membros da bancada.

O gesto que marcou a separação de Bolsonaro e a aproximação a Lula ocorreu em outubro do ano passado, quando Otoni distribuiu afagos e liderou uma oração pelo petista durante a cerimônia de sanção do Dia Nacional da Música Gospel.

Essa não é foi primeira vez que a bancada evangélica se dividiu durante a escolha de uma liderança. Em 2023, o houve um impasse entre os deputados Silas Câmara (Republicanos-AM) e Eli Borges (PL-TO) sobre quem iria comandar a frente nos primeiros dois anos do governo Lula. A solução encontrada foi criar um revezamento de seis meses para cada um ficar no comando.

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