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Política

Ato de Lucas Pavanato na USP termina com confusão, spray de pimenta e vereadora agredida

Vereador de São Paulo pelo PL, Pavanato e sua equipe montaram uma tenta e exibiram mensagem antiaborto, o que provocou estudantes

4 mar 2026 - 20h09
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Ato de Lucas Pavanato na USP termina com spray de pimenta e vereadora agredida
Ato de Lucas Pavanato na USP termina com spray de pimenta e vereadora agredida
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um ato organizado pelo vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL) nesta quarta-feira, 4, terminou em confusão generalizada, com estudantes e funcionários do político feridos, na Universidade de São Paulo (USP). Um estudante chegou a ser hospitalizado. 

O vereador montou uma tenda na Praça do Relógio, no centro da Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo. Na barraca, expôs a frase 'aborto é assassinato'. Segundo Pavanato, a intenção era instigar o diálogo com universitários sobre o tema. 

No entanto, alguns estudantes interviram e, com uma caixa de som, gritaram palavras de ordem contra o vereador, que também estava acompanhado por seguranças armados. 

Os alunos relataram ter sido agredidos pela equipe de Pavanato, que teria usado spray de pimenta. Eles afirmaram ter revidado as agressões até que o vereador entrou em um carro e deixou a Cidade Universitária. 

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que uma pessoa para uma bicicleta em frente ao carro do vereador, impedindo a passagem do veículo. Ele, então, é empurrado e agredido com socos e chutes por outras pessoas. 

Uma vereadora de Praia Grande (SP), que acompanhava o parlamentar paulistano, também teria sido agredida. Eduarda Camponiano (PL) registrou um boletim de ocorrência após o caso. 

Vereadora Eduarda Campopiano (PL), de Praia Grande (SP), foi agredida em ato de Lucas Pavanato (PL)
Vereadora Eduarda Campopiano (PL), de Praia Grande (SP), foi agredida em ato de Lucas Pavanato (PL)
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Pavanato se posicionou sobre a confusão: "Estavam jogando pedras, pedaços de pau. Meu carro foi quebrado, e equipamentos, furtados", disse à Folha de S. Paulo. Sobre os seguranças, ele justificou: "Já recebi várias ameaças de morte, inclusive de alunos da USP, hoje". 

Em nota, a USP afirmou 'repudiar qualquer tipo de violência que imponha restrições ao exercício da liberdade de opinião dentro dos limites da convivência republicana. 

"A universidade é, por excelência, o espaço do debate plural, do questionamento crítico, da convivência entre diferentes perspectivas e visões de mundo. A Universidade é o espaço correto para que se dê voz a diferentes opiniões, ao direito da sua expressão, resguardados, obviamente, os princípios da democracia, respeitosa, mútua entre as diferentes vozes que possam ter visões de mundo diferentes", disse a USP. 

Fonte: Portal Terra
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