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Olavo e Malafaia discutem nas redes sociais

Discussão começou quando evangélico criticou declaração de Eduardo Bolsonaro sobre Olavo ter sido maior responsável pela eleição do pai

23 mar 2019
14h16
atualizado às 14h55
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Dois dos principais líderes do bolsonarismo e com grande influência nas redes sociais estão em conflito: o filósofo Olavo de Carvalho e o pastor Silas Malafaia.

O pastor Silas Malafaia
O pastor Silas Malafaia
Foto: Paula Fróes/BAPRESS / Estadão

Tudo começou quando o evangélico criticou, no início da semana, uma declaração de Eduardo Bolsonaro sobre Olavo ter sido o maior responsável pela vitória do pai nas eleições 2018. Para Silas, foram os evangélicos — e ele — os responsáveis pela eleição de Bolsonaro. "Perde a oportunidade de ficar de boca fechada. É simplesmente ridículo. Aprenda a respeitar aliados e deixe de bajular guru", escreveu no dia 18.

Nesta sexta, 22, Olavo publicou uma mensagem no Facebook direcionada a Silas dizendo que as igrejas evangélicas demoraram para começar a atuar na luta contra o petismo. "Pelo menos até 2009 ainda se davam muito bem com o partido governante", escreveu Olavo, sobre os evangélicos. "Nesse ano Lula em pessoa oficializou em lei a Marcha Para Jesus. Será que o senhor já esqueceu?"

Malafaia reagiu neste sábado com uma sequência de tweets atacando o filósofo. Nesta altura, a discussão ganha um detalhe: Olavo chama o pastor de "bispo". Malafaia chama o filósofo de "astrólogo".

Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho
Foto: Facebook / Reprodução

Malafaia prometeu "desmentir" o filósofo. Disse que votou em Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998, reconheceu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 "pela crença de que ele poderia resgatar o Brasil da miséria", mas disse que não se posicionou a favor de petistas desde então.

"Olavo estava em um rancho nos EUA, eu e Bolsonaro tomando pancada do ativismo gay", relatou Silas sobre os idos de 2006. "Ficar dando piruada escondido nos EUA, é mole! Aqui fui ameaçado, até hoje respondo processo por defender convicções que Bolsonaro também defende. O meu caso de acusação de homofobia está no STF."

Depois de dizer que "a influência de Olavo na eleição de Bolsonaro é quase zero", Malafaia cobrou o posicionamento do filósofo acerca de algumas questões e voltou a fazer ataques: "Sua posição sobre Israel, inquisição, esoterismo. Como tem gente enganada no mundo evangélico com esse sujeito. Dizer que nós só chegamos agora para defender esses princípios ideológicos, é rasgar a história, nossas crenças e valores. Bolsonaro reconhece o papel fundamental dos evangélicos."

O filósofo tem criticado abertamente apoiadores de Bolsonaro. Neste sábado, antes dos comentários de Malafaia, sugeriu a discussão acerca de um "medidor de bolsonarismo" para identificar quem realmente está comprometido com o governo.

"O presidente disse que o grande objetivo da sua vida e do seu governo é eliminar e ideologia esquerdista. Quantos dos seus pretensos aliados têm a mesma prioridade, e quantos lutam por objetivos totalmente diferentes, nada concedendo à meta presidencial? Não está na hora de fazermos um 'medidor de bolsonarismo' para separar as ovelhas dos bodes?", escreveu Olavo.

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Estadão

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