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Política

Arquivamento da PEC da Blindagem irrita líderes da Câmara e deve afetar tramitação da anistia

Aliados de Hugo Motta dizem que Senado tem 'comportamento errático' e Paulinho da Força afirma que é preciso 'pacificação' com Davi Alcolumbre

24 set 2025 - 18h55
(atualizado às 19h11)
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Deputado Paulinho da Força, relator do projeto de anistia aos envolvidos em tentativa de golpe de Estado
Deputado Paulinho da Força, relator do projeto de anistia aos envolvidos em tentativa de golpe de Estado
Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

BRASÍLIA - A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de arquivar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem provocou irritação na Câmara dos Deputados e deve afetar a tramitação do projeto de lei sobre a anistia dos presos do 8 de Janeiro.

Líderes partidários dizem que Alcolumbre quebrou um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Deputados ficaram descontentes com o resultado e sustentam que havia um compromisso firmado para que a PEC avançasse.

A consequência imediata disso se reflete na anistia. O relator do projeto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), agora diz que é preciso "pacificar" a relação entre as duas Casas do Congresso Nacional.

"Tem hoje uma desconfiança que o que nós votarmos aqui o Senado segura", afirmou o relator. "Foi comunicado ao presidente Hugo Motta de preocupações da relação com o Senado. O próximo passo agora é procurar o presidente Davi Alcolumbre através de Hugo Motta para refazer essa relação com o Senado."

O líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (PP-RJ), vocalizou as críticas à decisão do Senado. Nesta terça-feira, 24, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dessa Casa legislativa decidiu, em votação unânime, rejeitar a PEC que protege parlamentares de abertura de processos criminais.

"Hoje a gente teve um exemplo clássico de um comportamento errático do Senado, diferente do que teoricamente estava acordado com o presidente Hugo Motta e o presidente Davi Alcolumbre", discursou Luizinho, em reunião da bancada do PP e do União Brasil com Paulinho da Força.

Para Luizinho, a Câmara foi "exposta". "Reforço a necessidade para que a gente possa construir algum tipo de texto, de solução que esteja negociada entre a Câmara e o Senado, para que a gente não possa ser exposto novamente", afirmou.

Para deputados, é preciso garantir que o Senado votará o texto aprovado pela Câmara. Esses parlamentares alegam quebra de confiança.

Na semana passada, a Câmara aprovou, em dois turnos, a PEC da Blindagem, com Hugo Motta ainda fazendo manobra para garantir que, se a PEC fosse aprovada, deputados e senadores pudessem barrar prisões ou abertura de processos em votação secreta.

Além da reunião com o PP e União Brasil, Paulinho visitou, nesta quarta-feira, 24, com as bancadas do PT, PRD, Avante e Podemos. Ainda está prevista uma reunião com Motta para se chegar a uma data de votação da proposta.

Ao menos por enquanto, Paulinho da Força pretende apresentar o relatório na segunda-feira, 29, e espera votar a anistia na terça-feira, 30.

Na reunião com o PT, o líder do partido, Lindbergh Farias (RJ), fez questão de sinalizar a Paulinho da Força da rejeição da sigla ao projeto (seja uma redução de penas, seja um perdão generalizado) e à votação na próxima semana.

Acordo na reunião de líderes feito nesta terça-feira, definiu a votação do projeto para ampliar a isenção do Imposto de Renda para a próxima quarta-feira, 1º.

Para governistas, votar a anistia junto ao projeto de isenção na mesma semana "contamina a pauta" e prejudica o avanço de uma proposição considerada prioritária para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o relator, a reação do PT já era esperada. No encontro com deputados do União Brasil e do PP, Paulinho disse que Bolsonaro deverá ser contemplado pela anistia.

"O projeto tem que beneficiar a todos, inclusive o Bolsonaro", disse. "Não tem como fazer um projeto para beneficiar todo mundo e deixar alguma pessoa de fora."

Estadão
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