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Aprovação de Bolsonaro para de cair após novo auxílio

Levantamento apontou ainda melhora na avaliação sobre economia e covid entre os entrevistados

11 mai 2021 17h38
| atualizado às 17h46
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A rodada de maio da pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta terça-feira,11, mostra os primeiros efeitos da retomada do auxílio emergencial e interrompe a sequência de queda na avaliação do governo de Jair Bolsonaro. Na prática, os índices de aprovação do governo oscilaram dentro da margem de erro, na comparação com os dados de março, mas a gestão vinha perdendo aprovação desde dezembro.

Foto: Alan Santos/PR

De acordo com o levantamento, o índice de quem considera o governo ótimo ou bom foi de 27% para 29%, enquanto o total de pessoas que o consideram ruim ou péssimo oscilou de 48% para 49%. Já o índice de quem considera o governo regular foi de 24% para 20%. A pesquisa incluiu 1.000 entrevistas, realizadas em todo o País, entre os dias 4 e 7 de maio. A margem de erro é de até 3,2 pontos.

"Interrompe-se a tendência de queda das curvas de avaliação e de aprovação do governo Bolsonaro, o que também se reflete nas suas intenções de voto nos diversos cenários pesquisados", afirmou o cientista político Antônio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, por meio de nota. Segundo ele, isso é reflexo sobretudo da volta do auxílio emergencial. Outros indicadores ajudam a demonstrar o "arrefecimento na avaliação negativa sobre ações do governo". O levantamento mostra que subiu de 23% para 26% o total de entrevistados que acreditam que a economia "está no caminho certo"; para 63% (ante 65% em março) que avaliam que a economia "está no caminho errado". Na mesma linha, oscilou de 21% para 22%, o total de pessoas que definem como "ótima ou boa" a ação de Bolsonaro para combater o coronavírus.

Eleições

No que diz respeito aos índices de intenção de voto, o cenário também apresenta ligeira melhora para o presidente. Na pesquisa estimulada, ele oscilou um ponto para cima e agora aparece empatado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno em 29%. Na sequência aparecem Ciro Gomes (PDT), com 9%; Sérgio Moro (sem partido), com 8%; Luciano Huck (sem partido), com 5%; Luiz Henrique Mandetta (DEM) e João Doria (PSDB), ambos com 3%, e Guilherme Boulos (Psol), com 2%.Não responderam, não sabem em quem votar, vão votar em branco ou vão anular o voto equivalem a 14% dos entrevistados. Em relação ao segundo turno, o Lula e Bolsonaro seguem em empate técnico: o petista manteve 42%, mesmo índice de março, e Bolsonaro oscilou de 38% para 40%.

Para Lavareda, outro dado significativo da pesquisa é a repercussão dos trabalhos da CPI da Covid na opinião pública: 70% dos entrevistados têm conhecimento da Comissão Parlamentar de Inquérito e 67% aprovam a instalação. "As versões do governo e da oposição sobre a principal tarefa da CPI se refletem nas percepções. E a versão da oposição está na dianteira: 45% acham que o principal objetivo será a apuração das ações e das falhas do governo federal, enquanto 35% dizem que a prioridade será a apuração dos eventuais desvios de recursos nos estados e municípios", disse o cientista político.

"A pesquisa foi realizada na primeira semana dos trabalhos. Daqui para a frente deve aumentar a repercussão. Com maioria de opositores e independentes, o noticiário negativo para o governo gerado a partir dela poderá refrear em parte a recuperação da imagem do presidente, que prometia ser mais veloz com a volta do Auxílio Emergencial e à medida que avançasse a vacinação, diminuindo a elevada desaprovação do governo no combate à pandemia (58% de Ruim/ Péssima e 22% de Ótima/Boa)." Ainda de acordo com os dados da pesquisa, apesar da aprovação aos trabalhos da CPI, apenas 46% dos entrevistados que disseram conhecer a CPI acreditam que ela atingirá seu principal objetivo.

Estadão
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