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Após deixar o PDT, Tabata Amaral prepara filiação ao PSB

Tratativas começaram por meio do prefeito do Recife, João Campos, que é namorado da deputada federal

11 ago 2021 17h06
| atualizado às 17h15
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Tabata Amaral e João Campos
Tabata Amaral e João Campos
Foto: Reprodução/Instagram João Campos / Estadão Conteúdo

Depois de conseguir em maio a autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para deixar o PDT sem perder o mandato, a deputada federal Tabata Amaral (sem partido-SP) deve se reunir na semana que vem com a cúpula do PSB para selar sua filiação ao partido.

Em 2018, quando foi a 6ª deputada mais votada do Estado de São Paulo, com 264.450 votos, a parlamentar subiu no palanque de Ciro Gomes (PDT).

No ano seguinte, porém, ela e outros sete deputados pedetistas tiveram suas atividades no partido suspensas por terem votado a favor da reforma da Previdência, na contramão da orientação da sigla. Para não ser enquadrada na Lei dos Partidos Políticos, que prevê a perda do mandato do deputado que se desfiliar sem justa causa, Tabata alegou ao TSE que estava sofrendo discriminação política.

O PDT suspendeu as atividades da parlamentar por 90 dias, retirou dela a vice-liderança na Câmara e a proibiu de ocupar assentos em comissões ou votar nas assembleias.

As tratativas com o PSB começaram por meio do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que é namorado de Tabata, e avançaram em São Paulo com o ex-governador Márcio França. A deputada recebeu dos dirigentes pessebistas a sinalização de que pode disputar a prefeitura de São Paulo em 2024.

O PSD de Gilberto Kassab também mantinha conversas com Tabata e até o PSDB chegou a sondá-la, mas as negociações não avançaram.

Pela articulação em curso no Estado, o PSB e o PSD devem estar juntos na eleição de 2022 ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin, que anunciou nesta terça-feira, 10, pela primeira vez, durante uma entrevista, que deve deixar o PSDB para disputar o governo paulista em uma nova sigla.

A expectativa é que Alckmin anuncie sua desfiliação do PSDB em um evento no próximo dia 28, mesmo sem ainda ter decidido para qual legenda irá. O destino mais provável é o PSD. Nesse cenário, França seria candidato a vice-governador, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao Senado, também pelo PSD, e Tabata ajudaria a puxar votos para o PSB na chapa de deputados.

Com um discurso mais de centro, Tabata deve chegar ao PSB após o partido filiar duas lideranças de peso do campo da esquerda: o governador do Maranhão, Flávio Dino, que deixou o PCdoB e vai disputar o Senado no ano que vem, e o deputado federal Marcelo Freixo (RJ), que saiu do Psol e é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro em 2022.

Procurada, Tabata afirmou, por meio de sua assessoria, que vai esperar a publicação do acordão do TSE para se manifestar, que não tem pressa em anunciar seu novo partido e que também conversa com outras siglas além do PSB.

Estadão
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