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Apoio a Bolsonaro nas eleições 2018 é maior entre homens

Eleitorado masculino do candidato do PSL é mais do que o dobro do feminino; adesão sobe à medida que aumentam renda e escolaridade

21 ago 2018
05h12
atualizado às 08h09
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O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem no eleitorado masculino seu principal trunfo nas eleições 2018. Nesse segmento, ele lidera com 28%, mais do que o dobro do resultado obtido entre as mulheres (13%), segundo a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. No eleitorado total, a taxa é de 20%.

Os resultados se referem ao cenário em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é apresentado como opção aos eleitores - o mais provável, já que ele tem impedimento legal para concorrer, por causa da condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

O apoio a Bolsonaro aumenta à medida que crescem a renda e a escolaridade dos entrevistados. Ele tem 12% na faixa dos eleitores mais pobres, com renda familiar de até um salário mínimo. No outro extremo, entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, a taxa chega a 32%.

Jair Bolsonaro em cerimônia de entrega de espadins a cadetes em formatura na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende
Jair Bolsonaro em cerimônia de entrega de espadins a cadetes em formatura na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende
Foto: Fabio Motta / Estadão Conteúdo

Na faixa de quem cursou o ensino médio ou a universidade, o candidato do PSL chega a 24% das preferências. Entre os que não passaram da quarta série do ensino fundamental, o apoio é de apenas 10%.

Na divisão do eleitorado por regiões geográficas, Bolsonaro se sai melhor no Norte/Centro-Oeste, com 30%. No Sudeste e no Sul ele tem 21% e 23%, respectivamente. O Nordeste é a única região em que o candidato do PSL não aparece como líder isolado - lá, Marina Silva (Rede) tem 17% e Ciro Gomes (PDT), 14%.

Marina, que no cenário sem Lula aparece na segunda colocação, com 12% e em empate técnico com Ciro, se sai melhor entre as mulheres que entre os homens (15% a 10%). A preferência por ela é significativamente maior entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, que entre os mais velhos, com 55 anos ou mais (18% a 10%). Em termos geográficos, a candidata da Rede colhe melhores resultados no Norte/Centro-Oeste e no Nordeste (15% e 17%, respectivamente).

No cenário com Lula, o ex-presidente tem mais influência entre os nordestinos, onde é o preferido da maioria absoluta da população (60%). Nas demais regiões, a taxa cai para menos da metade no Sul (27%) e no Sudeste (28%). No Norte/Centro-Oeste, ele tem 33%. Preso em Curitiba desde 7 abril, Lula é o candidato oficial do PT, mas deverá ser substituído por Fernando Haddad quando a Justiça Eleitoral vetar sua participação na campanha.

Temer

Além de sondar as preferências eleitorais dos brasileiros, o Ibope mediu ainda a aprovação e a desaprovação ao governo do presidente Michel Temer. A gestão é considerada "ótima" ou "boa" por apenas 3%, "regular" por 19% e "ruim" ou "péssima" por 76%. Na Região Nordeste, a desaprovação chega a 86%.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores, em 142 municípios, entre os dias 17 e 19 de agosto. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-01665/2018. / COLABORARAM LUIZ FERNANDO TOLEDO, CECÍLIA DO LAGO e ALESSANDRA MONNERAT

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Estadão

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