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Alvo de operação da PF, mulher de Witzel é internada

Helena Witzel é considerada peça-chave na investigação sobre corrupção na Saúde; segundo o governo, ela foi examinada e liberada

28 mai 2020
12h58
atualizado às 13h00
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A mulher do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), foi internada de emergência na manhã desta quinta-feira, 28. Alvo da operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão na última terça-feira, Helena Witzel teria tido um pico de pressão - em nota, o governo disse que ela sentiu um "mal-estar".

Foto de arquivo de 01 de janeiro de 2019 do então governador eleito do Rio, Wilson Witzel (c), com sua esposa Helena
Foto de arquivo de 01 de janeiro de 2019 do então governador eleito do Rio, Wilson Witzel (c), com sua esposa Helena
Foto: Fábio Motta / Estadão Conteúdo

Considerada uma personagem central na investigação do Ministério Público sobre o suposto esquema de corrupção na Saúde em meio à pandemia, Helena foi levada ao Hospital Central Aristarcho Pessoa, no Rio Comprido, zona norte. Witzel a acompanhou.

Segundo o Palácio Guanabara, a primeira-dama foi examinada, liberada e passa bem.

Na manhã de terça-feira, o Laranjeiras, residência oficial do mandatário, foi um dos endereços visitados pela Polícia Federal no âmbito da operação Placebo. A casa em que o casal morava antes de assumir o mandato e o escritório de advocacia de Helena também foram alvos de buscas e apreensões.

Contratos do escritório de Helena com uma empresa investigada na Lava Jato entraram na mira dos investigadores. A suspeita é de que ela não tenha prestado os serviços pelos quais foi paga - o valor é de R$ 540 mil.

O que diz a defesa de Helena Witzel sobre as acusações:

Sobre a ação de busca e apreensão realizada no escritório e em sua atual residência, a advogada Helena Witzel, responsável pelo escritório HW Assessoria Jurídica, esclarece que:

1 - A diligência nada encontrou que pudesse comprovar alegações de seus requerentes;

2 - A HW Assessoria Jurídica prestou serviços para a empresa apontada pelo MPF, tendo recebido honorários, emitido nota fiscal e declarado regularmente os valores na declaração de imposto de renda do escritório;

3 - A advogada Helena Witzel reitera seu respeito às instituições, mas lamenta que a operação tenha sido imbuída de indisfarçada motivação política, sendo sintomático, a esse respeito, que a ação foi antecipada na véspera por deputada federal aliada do presidente Jair Bolsonaro.

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