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Polícia

Vítima de atirador visita escola após 5 dias no hospital

15 abr 2011 - 13h03
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Uma das crianças feridas no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, foi visitar o local da tragédia nesta sexta-feira. Allan Mendes Ferreira da Silva, 13 anos, estava com o braço esquerdo em uma tipoia e usava óculos escuros, já que levou um tiro próximo ao olho. O menino disse que precisava voltar à escola porque isso representa um recomeço.

Veja localização de escola invadida por atirador

Veja como foi o ataque aos alunos em Realengo

Apesar de não querer falar muito, Allan mandou uma mensagem para os colegas que ainda estão internados: "Quando vocês melhorarem, voltem para o colégio. Vamos seguir em frente". Ele ficou cinco dias internado no Hospital Central da Policia Militar (HCPM) e recebeu a camisa do Flamengo das mãos de Patrícia Amorin, presidente do clube.

Na companhia da tia, Telma Silva de Souza, 34 anos, e de dois primos, Allan contou que se sentiu mal ao lembrar do ataque sofrido. "Mas eu precisava voltar aqui para recomeçar. Senti um misto de felicidade por estar vivo e tristeza pela perda dos colegas", disse. Telma contou que seus filhos, Andrey, 14 anos, e Eduardo, 12 anos, pretendiam sair da escola, mas resolveram ficar após incentivo de Allan.

Atentado

Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e, segundo a polícia, se suicidou logo após o atentado. O atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola quando foi acionado. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.

Fonte: O Dia
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