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Polícia

Vandalismo teria causado pane na SuperVia no começo o mês

20 out 2009 - 02h11
(atualizado às 04h12)
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A pane em um trem responsável por desencadear a manhã de caos que paralisou o ramal de Japeri da SuperVia, dia 7, a partir da estação de Nilópolis, teria sido causada por vândalos. O presidente da concessionária, Amin Murad, deu, nessa sgeunda-feira, detalhes das investigações da empresa ao secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, que liderou visita à Central de Manutenção, em Deodoro. Ontem à noite, dois trens bateram na estação de Japeri, mas sem feridos graves.

Segundo Murad, na manhã do dia 7, o trem parou a 100 m da estação de Nilópolis depois de um ataque dentro da composição. "Bateram com tanta força na parede da cabine do maquinista que conseguiram desarmar os disjuntores. Isso fez o trem parar, o que gerou aquela confusão toda", afirmou o presidente.

Com a pane, passageiros se irritaram e começaram a ameaçar o maquinista, que precisou deixar a cabine. A partir daí, ocorreram vários incidentes: as estações de Nilópolis e Nova Iguaçu foram depredadas e saqueadas; em Mesquita, manifestantes atearam fogo a dois vagões. O ramal ficou indisponível durante todo o dia. Dezesseis pessoas ficaram feridas.

16 TRENS PARADOS

Já se sabia que a confusão do dia 8, na Central do Brasil, fora causada por vândalos. Murad mostrou ao grupo como ficou o pantógrafo danificado pelas pedras jogadas de um viaduto. Na ocasião, a polícia usou bombas de gás e spray de pimenta para dispersar a multidão na Gare Pedro II. A SuperVia desconfia de ações orquestradas.

A suspeita da autoria dos ataques recai sobre milicianos ligados à máfia das vans, insatisfeitos com a repressão ao transporte pirata.

Julio Lopes, os deputados estaduais Paulo Ramos e Gilberto Palmares e o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, não viram problemas nas oficinas de reparos, onde acompanharam os trabalhos em 16 trens.

Julio Lopes não tem dúvida de que a ação do dia 8 foi um ataque de vândalos. "O pantógrafo era novo, fora instalado no fim de setembro", afirmou. Gilberto Palmares considerou a visita bastante proveitosa. "Sem dúvida foram ações planejadas, mas há uma enorme vulnerabilidade no sistema da SuperVia. Existem mil formas de acabar com ela", ponderou. Ele revelou que a Comissão de Transportes da Alerj deve se reunir nos próximos dias para saber quais os próximos passos a tomar.

Batida entre trens deixa 10 feridos

O susto de ontem à noite aconteceu às 20h30, quando um trem que chegava à estação de Japeri se chocou com uma composição vazia. Passageiros caíram e tiveram ferimentos leves.

"A sorte é que o trem não vinha correndo, mas mesmo assim o impacto foi grande. Soltou até o ventilador do teto", afirmou o porteiro Marcos Paulino, 49 anos.

Segundo a SuperVia, 10 pessoas com dores no corpo foram atendidas e liberadas. A circulação dos trens não foi afetada.

Crea ainda tem ¿muitas dúvidas¿

O Crea considerou prematura a afirmação da SuperVia de que os incidentes foram causados apenas por vândalos. "Ainda restam muitas dúvidas. É recomendável aprofundar a discussão para que tudo seja esclarecido", ponderou o presidente do conselho, Agostinho Guerreiro. Segundo ele, o Sindicato dos Engenheiros havia encaminhado ao Ministério Público, em 2001, denúncia sobre a falta de manutenção na rede ferroviária fluminense.

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