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SP: polícia investiga participação de filho de 13 anos em morte de PMs

6 ago 2013
04h40
atualizado às 15h48
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A Polícia Militar do Estado de São Paulo descarta que a chacina que matou cinco membros de uma família - sendo dois deles um casal de policiais - dentro de casa, na zona norte de São Paulo, tenha sido um ataque. A hipótese é considerada improvável pelas características do crime, sem sinais de troca de tiros, arrombamento ou objetos revirados. Segundo informações da polícianão está descartado que o filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, tenha executado os pais e depois se suicidado. 

<p>Casal de PMs, filho e mais dois familiares foram encontrados mortos em casa</p>
Casal de PMs, filho e mais dois familiares foram encontrados mortos em casa
Foto: Reprodução / Futura Press

Luis Marcelo Pesseghini - sargento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) -, 40 anos, sua mulher Andreia Regina Bovo Pesseghini - cabo da PM -, 35 anos, o filho deles, Marcelo Eduardo, foram encontrados mortos a tiros na sala da casa, na rua Dom Sebastião, na Brasilândia, zona norte da capital paulista. Na mão esquerda do menino e sob o seu corpo havia uma pistola de calibre 40.

Na casa que fica anexa, no mesmo terreno, estavam Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, mãe de Andreia, e Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos, irmã de Benedita. As mulheres foram encontradas mortas em camas diferentes, mas no mesmo quarto.

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Uma testemunha contou em depoimento que estranhou o fato de a casa estar aberta, com as luzes acesas, e ninguém atender. Por isso, chamou a polícia. Na garagem foi encontrada uma mochila com uma faca, uma arma calibre 32 e outros objetos.

O carro de Andreia, um Corsa Classic, não estava na garagem, e foi encontrado mais tarde na rua Professor João Machado, na Freguesia do Ó, a 60 metros da escola onde Marcelo estudava.

Um exame preliminar no local indica que eles morreram entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira. A arma de calibre 40 era herança do avô materno do garoto, que também foi policial. 

Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML). A perícia vai fazer exame toxicológico para saber se as vítimas estavam sob efeito de algum medicamento. Também foi solicitada balística para definir o perfil do atirador. Os corpos também passarão por teste de detecção de vestígios de pólvora na mão, mas o exame não é considerado 100% eficaz.

Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

 

Fonte: Terra
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