SP: polícia faz perícia em casa de suspeito de matar zelador
Policiais do Instituto de Criminalística da Polícia Civil de São Paulo estiveram, na madrugada desta quarta-feira, no apartameno do publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, 47 anos, e da advogada Ieda Cristina Martins, 42. Os dois são suspeitos de participar da morte do zelador Jezi Lopes de Souza, assassinado na última sexta-feira dentro do imóvel.
Policiais fizeram perícia no local para tentar identificar vestígios do crime. Segundo a versão contada por Eduardo, ele e o zelador iniciaram uma discussão por volta das 15h30 de sexta e, durante a briga, Jezi bateu a cabeça no batente da porta e morreu. Ao constatar a morte, o publicitário então colocou o cadáver dentro de uma mala e, segundo ele, disse para a mulher de que se tratava apenas de roupas para doação.
Com base nesta versão, o advogado que defende Ieda conseguiu, na noite de ontem, a revogação da prisão temporária expedida contra ela. e acordo com a Polícia Civil, Ieda deixou o local por volta das 22h devido a um alvará de soltura expedido pela Justiça. Eduardo segue preso no 77º DP (Santa Cecília).
Na terça-feira, o advogado da família do zelador, Robson de Souza, afirmou que a mulher do publicitário sabia do crime. De acordo com Robson, a versão da mulher não se sustenta. “Não há possibilidade de ela não saber (do crime), como alegou. As fitas (das gravações das câmeras de segurança) já dão um norte de como ocorreu e mostram o conflito com a versão dada por ela”, diz.
A polícia tenta descobrir como ocorreu a morte do zelador, já que um revólver calibre 38 foi encontrado na mochila do suspeito quando ele foi preso, na Praia Grande, no Litoral de São Paulo, onde havia esquartejado o corpo da vítima. Uma das hipóteses levantada pela polícia é de que Eduardo tenha usado o revólver para dar coronhadas em Jezi.
Família de zelador aguarda exame para liberação de corpo
Familiares do zelador aguardam a liberação do corpo que ainda está na cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo, para realizar o sepultamento. Segundo Robson, o desentendimento entre o zelador e o publicitário não era tão grande. "Havia desentendimento como em qualquer condomínio, mas não era essa guerra que estão falando." Para o primo da vítima, o que resta agora é aguardar os trabalhos da Justiça. "Temos que confiar e acreditar que a justiça seja feita."
A filha do zelador, Sheyla Viana de Souza, 27 anos, esteve no 13º DP, na Casa Verde, na terça-feira. Visivelmente abalada, ela disse que espera o corpo do pai para fazer uma última homenagem. "Infelizmente temos que esperar, não tem o que fazer, não tenho nem o que falar", disse.

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