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Polícia

RJ: clima era descontraído antes do tiroteio que matou cinegrafista

7 nov 2011 - 15h19
(atualizado às 19h20)
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Luís Bulcão
Mônica Garcia
Direto do Rio de Janeiro

O clima entre os colegas da imprensa que acompanhavam a operação da Polícia Militar na favela de Antares, na zona oeste do Rio de Janeiro, no domingo, era de descontração. De acordo com o cinegrafista da TV Globo Allex Neder, ele e Gelson Domingos brincavam momentos antes de ficarem na mira de traficantes.

O jornalista disse que era uma operação como aquelas que todos ali estavam acostumados a cobrir. Neder viu o momento em que Gelson foi atingido, mas ninguém pode ir até ele pois as balas continuavam vindo em sua direção. "É a pior sensação do mundo, ter um amigo baleado, caído e não poder fazer nada."

Segundo Allex Neder, quando as equipes chegaram já havia troca de tiros, mas a polícia informou que a favela estava ocupada e a imprensa começou a entrar com o Batalhão de Choque. "Infelizmente entramos em uma rua em que os bandidos estavam encurralados."

O coordenador de comunicação da Polícia Militar, coronel Frederico Caldas, disse que a "PM não tem autoridade para aprovar ou não a entrada da imprensa" em um local. Segundo ele, a informação de que havia traficantes na favela, que desencadeou a operação, partiu do setor de inteligência do Batalhão de Choque.

O âncora do Jornal da Band, Ricardo Broechat, compareceu ao sepultamento e contestou a informação da PM. "Quem é o fio condutor dessas situações é a PM , ela é que determina quando os repórteres e cinegrafistas podem entrar numa ação, eles é que delimitam as áreas de cobertura no momento da ação."

"Hoje a margem de risco de jornalistas que estão em campo cobrindo ações policiais, principalmente no Rio, é de um risco elevadíssimo. Essa estatística, que milagrosamente não é alta, tende a crescer muito. Infelizmente não podemos deixar de cobrir a realidade, não temos como ignorar o que está acontecendo nas ruas. Nós jornalistas mostramos o que está acontecendo dentro e fora dessas comunidades", completou.

Gelson Domingos deixou três filhos e dois netos. O corpo foi sepultado nesta segunda-feira, por volta das 14h, no Memorial do Carmo.

Fonte: Especial para Terra
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