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Polícia

Rio: UPP Santa Marta completa 4 anos com taxa zero de homicídios

18 dez 2012 - 18h24
(atualizado às 18h49)
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Uma vez ponto nevrálgico do tráfico de drogas e da criminalidade no Rio de Janeiro, o morro Dona Marta, na zona sul da capital fluminense, vive hoje realidade bem diferente. E tranquila. Nesta quarta-feira, a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Estado, instalada na favela Santa Marta, completa quatro anos com índices de criminalidade animadores: desde sua instalação, em dezembro de 2008, a polícia não registrou nem sequer um único homicídio.

Em outubro deste ano (último mês com estatísticas disponíveis), o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado não registrou nenhum homicídio ou mesmo tentativa, e apenas duas prisões no bairro de Botafogo, onde o Dona Marta está encravado
Em outubro deste ano (último mês com estatísticas disponíveis), o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado não registrou nenhum homicídio ou mesmo tentativa, e apenas duas prisões no bairro de Botafogo, onde o Dona Marta está encravado
Foto: Daniel Ramalho / Terra

É uma situação bem diferente da encontrada no início da década dos anos 2000, quando o livro Abusado, do jornalista Caco Barcellos, relatou com doses de precisão nunca vistas a rotina do tráfico de drogas. O personagem principal da obra, Marcinho VP, era o líder do Comando Vermelho na Santa Marta, então uma das favelas mais violentas da cidade. Foi para ele que o astro Michael Jackson teve de pedir autorização para gravar um videoclipe no local.

Em outubro deste ano (último mês com estatísticas disponíveis), o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado não registrou nenhum homicídio ou mesmo tentativa, e apenas duas prisões no bairro de Botafogo, onde o Dona Marta está encravado. No mesmo mês de 2008, dois meses antes da instalação da UPP, foi registrada uma morte violenta - no ano todo, foram duas -, duas tentativas de homicídio e nove prisões. Quando o tráfico do morro tomou seus primeiros golpes, em 2003, época em que o livro foi escrito, ocorreram 16 mortes violentas na região.

O tráfico ainda existe, tanto que oito apreensões de drogas foram feitas em outubro, segundo o ISP. Mas, enfraquecido, não vem acompanhado de crimes violentos. "Hoje é mais fácil alguém sair preocupado com as blitze da Lei Seca do que com a violência da região", relata Galdino Alves, gerente do Hotel Panda, que fica na rua São Clemente, bem próximo à entrada da favela. "Hoje temos certamente mais clientes do que naquela época. Já pudemos fazer uma grande reforma no hotel, investir, por causa da segurança."

A situação de paz transformou o Dona Marta em referência. Se algum turista deseja conhecer uma autêntica favela carioca, é a Santa Marta que o governo estadual recomenda que visite. Há até um ponto de informações turísticas instalado logo na entrada do morro, onde é possível agendar visitas guiadas. Por lá passam dezenas de visitantes diariamente, número que chega às centenas durante a alta temporada.

Todos querem vislumbrar uma face da cidade que ficou esquecida durante os anos de domínio do tráfico: o Pão de Açúcar de um lado, o Cristo Redentor de outro, o mirante de Michael Jackson entre eles - o batismo foi uma homenagem ao cantor que colocou o morro no foco do mundo na década de 1990. Silenciado por muito tempo pelo tráfico, os habitantes brigam contra as remoções - em busca de um local mais seguro, barato e bem localizado, muita gente ocupou áreas com risco de desabamento no topo do morro.

Fonte: Terra
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