Registro criminal do traficante 'Jiló' tinha 135 anotações, diz PM; confira o histórico
Criminoso foi morto nesta quarta-feira, 18, durante operação da PM na região central do Rio de Janeiro
A extensão ficha criminal do traficante Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, chamou a atenção após a morte do criminoso nesta quarta-feira, 18, durante uma operação da Polícia Militar na região central do Rio de Janeiro: segundo as autoridades, ele tinha 135 passagens criminais.
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Apontado como chefe do tráfico do Comando Vermelho no Morro dos Prazeres, Jiló era acusado de crimes como homicídios, sequestros e roubos de veículos. Ele também tinha oito mandados de prisão em aberto por acusações como sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas e constrangimento ilegal.
“Esse traficante, extremamente violento e sanguinário, acumula 135 anotações criminais. É preciso expor a ficha desse criminoso, que deveria estar preso, e não solto, liderando ações criminosas, como roubo de veículos, sequestros e homicídios. Ele também tinha oito mandados de prisão em aberto", afirmou, em coletiva, o coronel da PM Marcelo Menezes.
Jiló tinha envolvimento com crimes pelo menos desde a década de 1990, sendo apontado como um dos participantes na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, ocorrida em dezembro de 2016, conforme o coronel. Na época, o turista foi baleado com um tiro na cabeça, ao entrar com o primo de moto no Morro dos Prazeres.
Bardella morreu na hora e seu corpo foi colocado dentro do porta-malas de um carro, onde o parente dele foi obrigado a entrar. O veículo circulou por cerca de duas horas pela comunidade, até que o chefe do tráfico mandasse que eles fossem liberados.
Jiló havia saído da cadeia 30 dias antes do envolvimento na morte do turista, de acordo com o jornal O Globo, após conseguir progressão de pena. A corporação também citou o envolvimento da quadrilha dele em assassinatos de dois agentes de segurança e de outro turista argentino, mas não deu detalhes sobre as ações.
Ônibus queimado
A operação realizada nesta quarta era voltada para combater a quadrilha de Jiló. Segundo a corporação, com base em informações de outras delegacias da área e pelo nível de organização e número de ações, o grupo dele pode ser considerado um dos mais violentos do Rio de Janeiro e até do Brasil.
A PM destacou que todas as ações do bando eram marcadas pela violência, frequentemente afetando o patrimônio público e privado.
Após a operação, criminosos incendiaram ônibus e bloquearam vias no Rio Comprido, na região central da cidade. Em nota, o Rio Ônibus informou ao Terra que sete ônibus tiveram suas chaves retiradas e foram utilizados como barricadas, no Rio Comprido. Um desses ônibus foi incendiado criminosamente. No momento, onze linhas estão sofrendo desvios de itinerário no Rio Comprido e em Santa Teresa, em decorrência da operação policial.

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