Polícia pede quebra de sigilo telefônico de parentes de estilista mortos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai pedir à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos familiares do estilista Beto Neves, dono da marca Complexo B, que foram assassinados na terça-feira, em São Gonçalo (RJ), na região metropolitana do Rio de Janeiro. A mãe dele, Lynete Louback, 65 anos, e a sobrinha, Manuella Neves do Carmo, 22 anos, além do noivo dela, Rafany Pinheiro, 23 anos, foram mortos com tiros na cabeça.
O delegado Wellington Pereira Vieira, da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, acredita que os registros telefônicos podem ajudar a traçar um perfil das três pessoas mortas. "É muito importante agora a polícia entender qual era a rotina das vítimas. Através das ligações, dos telefonemas, nós vamos saber qual era o perfil de cada vítima para poder entender o que pode ter acontecido nesses crimes", disse o delegado ao programa Bom Dia Rio, da TV Globo.
A investigação deve ouvir nesta quarta-feira os depoimentos de várias testemunhas. "Pessoas que podem dizer sobre ter ouvido disparo de arma de fogo, terem visto alguém entrando ou saindo da residência. Esses depoimentos são muito importantes, são os primeiros depoimentos", afirmou o delegado Vieira à TV Globo.
Entre as testemunhas convocadas a depor hoje, está o ex-padrasto de Manuella, que tinha registros de brigas com a família da jovem, de acordo com a emissora. "O padrasto vai ser ouvido na qualidade de testemunha e vai explicar o motivo pelo qual existiam tantos registros de ocorrências envolvendo ele, a ex-mulher, a Manuella, que é uma das vítimas, e isso também vai ajudar a polícia a entender a vida deles para poder desvendar os crimes."
O delegado Vieira também busca imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação do responsável pelos assassinatos. Ele também aguarda os resultados dos laudos periciais realizados na casa onde ocorreu o crime e nos corpos das vítimas.