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PM morta em chacina teria denunciado colegas, diz comandante

7 ago 2013
16h23
atualizado em 8/8/2013 às 00h23
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O comandante do 18º Batalhão da PM, coronel Wagner Dimas, que era chefe da cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à rádio Bandeirantes, que ela havia denunciado alguns colegas que estariam envolvidos com roubos a caixas eletrônicos, em São Paulo. Andreia foi encontrada morta na última segunda-feira junto do marido, o sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, do filho, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, da mãe, Benedita de Oliveira Bovo, 65 anos, e da tia Bernadete Oliveira da Silva, 55 anos.

<p>Andreia e Luis Marcelo eram PMs - ela era cabo e ele, sargento</p>
Andreia e Luis Marcelo eram PMs - ela era cabo e ele, sargento
Foto: Facebook / Reprodução

Comando da PM nega denúncia
Em nota, o Comando da Policia Militar afirmou "que não houve qualquer denúncia registrada na Corregedoria da PM, ou no Batalhão, por meio da Cabo Andréia Pesseghini contra policiais militares". De acordo com a mensagem, "foram consultados arquivos da Corregedoria, do Centro de Inteligência e do próprio Batalhão e nada foi identificado, portanto, será instaurado um procedimento para apurar as declarações do Coronel Wagner Dimas Alves Pereira, Comandante do 18º Batalhão, não alterando em nada  o rumo das investigações".

A Polícia Civil investiga o crime, mas tem como principal hipótese a que aponta para o garoto morto como responsável pelas mortes. Ele teria matado os pais, a avó e a tia-avó entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, ido à escola na manhã de segunda, voltado para casa e cometido suicídio.

Entretanto, o coronel Dimas diz que não está "convencido" de que Marcelinho, como era conhecido o menino, seja o autor da chacina. "Eu estive no local, participei, vi as primeiras viaturas chegarem no local do crime. Eu estou ainda, digamos assim, aguardando uma sequência natural, (dar) tempo ao tempo para entender que talvez não seja aquilo ali", disse o comandante.

"Hoje, eu não estou de todo convencido", afirmou. O coronel Dimas também disse que não descarta que as denúncias feitas por Andreia tenham relação com os assassinatos.

Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

Fonte: Terra
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