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"Não se combate terrorismo com flores", diz Witzel

Governador divulgou dados positivos da segurança pública e disse que quem estiver de fuzil será morto se não se entregar

22 jul 2019
21h42
atualizado às 22h12
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RIO - O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), apresentou apenas dados positivos da segurança pública do Estado na tarde desta segunda-feira, 22, quando fez um balanço da área nos primeiros meses de governo.

Cercado por secretários de pastas diversas, ele citou somente um tipo de crime cuja incidência subiu no período: as mortes por intervenção de agentes policiais, que aumentaram 14% em comparação com o início do ano passado. No entanto, o governador deu a entender que os números são consequência do combate ao crime.

Coletiva de Politica de Segurança com a presenca do Governador Wilson Witzel o secretario da Policia Civil Marcus Vinicius o Coronel Rogerio Figueredo da Policia Militar e autoridades,em laranjeiras zona sul do Rio de Janeiro
Coletiva de Politica de Segurança com a presenca do Governador Wilson Witzel o secretario da Policia Civil Marcus Vinicius o Coronel Rogerio Figueredo da Policia Militar e autoridades,em laranjeiras zona sul do Rio de Janeiro
Foto: Jorge Hely / Framephoto / Estadão

"Em qualquer lugar do mundo, quem está de fuzil é abatido", disse. "Não se combate terrorismo com flores. Se combate com investigação, armas do mesmo calibre e um processo rigoroso. Se não se entregarem, serão mortos. O recado está dado: não enfrentem a polícia."

De janeiro a junho deste ano, 881 pessoas morreram após intervenção policial no Rio, ante 769 no mesmo período de 2018, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).

Os números positivos mencionados pelo governador e pelos secretários de Polícia Civil e Polícia Militar incluem a queda no roubo de cargas (21% em comparação com o início de 2018), roubo de veículos (24%) e latrocínios (34%).

Os homicídios dolosos também têm dados melhores do que os do ano anterior: a diminuição foi de 23%. Outros dados, porém, foram omitidos pela apresentação institucional e questionados pela imprensa, como o número de assaltos em ônibus, que subiu 14% no período.

A entrevista coletiva concedida pelo governador no Palácio Guanabara, sede do Executivo estadual contou com cinco secretários ao lado de Witzel e outros na plateia.

O clima era de celebração: o governador enalteceu um a um os convidados, cujas áreas de atuação iam do Turismo à Ciência e Tecnologia. Segundo ele, a atual administração encontrou um Estado falido e está fazendo "muito com muito pouco".

Surpresa nas eleições do ano passado, quando derrotou o ex-prefeito Eduardo Paes no segundo turno, Witzel tem tentado se projetar ainda mais politicamente.

Já admitiu, em entrevista ao jornal O Globo, que cogita se candidatar à Presidência em 2022. "Se ele (Jair Bolsonaro) não for candidato, estou disposto a dar continuidade a um programa de crescimento para o nosso País", disse.

Segurança ostensiva

Além dos dados sobre o início do governo, a gestão também citou medidas que serão adotadas no futuro próximo. Entre elas está a criação de mais nove unidades de patrulhamento ostensivo nos bairros, conhecidas pela alcunha de Segurança Presente.

As novas localidades são Botafogo e Laranjeiras, na zona sul; Vila Isabel e Grajaú (com equipe conjunta), na zona norte; Barra da Tijuca e Bangu, na zona oeste; e Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, sendo esta última com três unidades distintas.

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Estadão
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