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Polícia

Mulher forjou gravidez de bebê sequestrado em shopping de SP

Polícia não descarta hipótese de tráfico de menores, mas trabalha com a ideia de que a suspeita pretendia ficar com a criança

24 ago 2013 - 11h38
(atualizado às 11h47)
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A polícia que investiga o sequestro de um bebê no shopping de Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo tem certeza que o crime foi premeditado, mas ainda desconhece seu objetivo final. Segundo a delegada Olivia dos Santos Fonseca, titular da Delegacia de Defesa da Mulher, a suspeita Angela Nicoliche, 50 anos, forjou a gravidez do bebê roubado: usava barriga falsa e simulava enjoo e tonturas para os filhos, vizinhos e amigos. A delegada não acredita em tráfico de menores e imagina que a mulher queria ficar com a criança, mas a hipótese de tráfico de menores não está totalmente descartada.

Na casa da acusada foram encontrados brinquedos e toalhas bordadas com a inscrição "Gabriel" e a data de 19 de agosto de 2013 - véspera do sequestro -, além de um certidão de nascimento. O documento era falsificado: continha erros de português, era de um cartório fictício de São Paulo e trazia Angela como mãe e o nome de Gabriel com seu sobrenome; no entanto, a data de nascimento era de três meses atrás.

O próximo passo é procurar as outras cinco famílias que constam em uma lista escrita a mão encontrada na casa de Angela Nicoliche. A relação contém dados de cinco mulheres grávidas, com telefone e detalhes da vida pessoal da família. A acusada também tem quatro filhos maiores de idade que residem fora da cidade, e podem ser chamados a depor nos próximos dias.

Fetiche

O advogado representante da acusada, Charlei Moreno Barrionuevo, disse que Mila Yara Quirino, 15 anos e mãe do bebê, entregou Gabriel a sua cliente por livre e espontânea vontade. Segundo ele, a menor não tinha condições de cuidar da criança e queria alguém para criá-la. Sobre o fato de Angela usar peruca e lentes de contato, o advogado ponderou que se trata de um fetiche.

Barrionuevo também nega que sua cliente tenha dopado a menor para roubar o seu bebê e afirmou que a própria garota que se drogou. Mila, no entanto, nega a versão do advogado e diz que foi enganada pelas duas mulheres, que diziam gostar muito do seu filho e ofereceram presentes e consultas médicas. Ela admite que sua gravidez não foi planejada, mas diz que Gabriel é "um presente de Deus".

Para a delegada, trata-se de caso de sequestro muito complexo. Na chegada à casa da acusada, a polícia encontrou sete pessoas com as malas prontas para deixar a cidade junto com o bebê Gabriel. Todos foram levados para a DDM. Posteriormente foram presas em flagrante Angela Nicoliche, 50 anos, e as suas primas, as irmãs Elisabete Nicolete, 43, e Aparecida Marta Nicolete, 47 anos. As três mulheres, levadas à Cadeia Publica de Leme, interior de São Paulo, se negam a dar depoimento e só falarão em juízo.

Fonte: Especial para Terra
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