Morte de ex-BBB: após quase 100 dias, polícia segue sem pistas
30 ago2011 - 17h02
(atualizado às 17h48)
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Sob uma encruzilhada de hipóteses e ainda sem identificar suspeitos, a Delegacia de Alumínio (SP) deve solicitar ainda nesta semana a prorrogação do prazo para concluir a investigação sobre o assassinato do ex-participante do Big Brother Brasil André Cowboy. No dia primeiro de junho, ele foi morto com um tiro na nuca em seu sushi-bar, na zona rural do município, e até hoje ninguém foi preso. Quase 100 dias depois, as apurações sobre o caso sequer indicam se o ex-BBB foi vítima de uma latrocínio - roubo seguido de morte - ou uma execução.
"Recebemos inúmeras informações que foram checadas mas não oferecem provas suficientes para indicar qual linha de investigação tem mais força", diz a titular da DP de Alumínio, Luciane de Almeida. Apesar de manter sigilo, a polícia já apontou que a crise financeira é um possível pano de fundo para o assassinato. André tinha dívidas com agiotas, contraídas principalmente depois da inauguração de seu sushi-bar, criado por ele após sair do 9ª edição do BBB.
Entre julho e agosto a polícia conseguiu localizar credores da vítima, mas, de acordo a delegada, não foram apurados indícios reais de relação deles com o crime. Em junho, um investigador da DP revelou ao Terra que um empresário, apontado como o principal credor do ex-BBB, tinha deixado de comparecer a um interrogatório. Sem jamais ter sido considerado suspeito, ele foi convocado para depoimentos, após parentes da vítima insistirem na tese de que a vítima não morreu em um assalto, mas em uma execução a mando de desafetos. O homem cobrava R$ 60 mil de André Cowboy, e teria contratado agiotas para procurá-lo e pedir o pagamento.
Nas semanas que sucederam o crime, a viúva, Luciana Almeida, concedeu entrevistas ao Terra, nas quais ressaltava sua avaliação pessoal, de que o marido havia sido vítima de uma execução e não de assaltantes. No dia 28 de julho, a opinião já era outra: "quadrilhas grandes têm agido aqui na região. tivemos vários assaltos, por aqui", disse na ocasião. Para ela, o marido "certamente defenderia família de assaltantes". Nenhuma testemunha visualizou os autor dos disparos. A demora nas investigações também não preocupava a viúva.
"Não sei se poderemos encerrar o inquérito sem apontar culpados, mas o fato é que hoje temos dados inconclusivos e por isso deveremos seguir trabalhando incessantemente no caso. Um pedido de prorrogação das investigação deverá ser feito", afirma a delegada. O prazo atual termina ainda em setembro.
Curta estadia na casa Polêmico, André Cowboy ficou apenas 12 dias na casa no BBB 9. Ele entrou em 12 de fevereiro de 2009 e foi eliminado no dia 24. O pouco tempo, porém, não impediu que deixasse um histórico de atitudes controversas. Vindo da Casa de Vidro, ele saiu com 71% dos votos em um paredão triplo, que formou com Josiane Oliveira e a Vovó Naná.
André foi morto na chácara onde residia, em Alumínio (SP)
Vencedor da primeira edição do Big Brother Brasil, Kléber Bambam foi preso pela primeira vez em fevereiro de 2007, após participar de uma briga dentro do banheiro masculino de uma boate em Itajaí (SC). Em janeiro do ano seguinte, Bambam foi preso no Rio de Janeiro por desacato a PMs que estavam na rua.
Foto: TV Globo / Divulgação
Rodrigo Fraga Leonel, o Caubói, vencedor da segunda edição do BBB, foi preso em agosto de 2007 por tentativa de estelionato e tentativa de homicídio durante a Festa do Peão, em Barretos (SP). Segundo a polícia, Caubói adulterou o adesivo usado para entrar no estacionamento do parque. Ele teria dado o adesivo a uma amiga, que foi barrada na portaria e chamou o ex-BBB. Após discutir com o porteiro, Rodrigo teria entrado em um automóvel e avançado contra o funcionário do evento.
Foto: TV Globo / Divulgação
Em julho de 2009, a Justiça de Santa Catarina determinou o bloqueio das contas bancárias da ex-BBB Ana Carolina Madeira e de seus três irmãos. O motivo da decisão foi o suposto envolvimento do pai da jovem em um esquema de exploração de máquinas de caça-níqueis em municípios catarinenses.
Foto: Fabio Guinalz / AgNews
A ex-BBB Naiá recebeu uma intimação da Justiça, em setembro de 2009, devido a comentários referentes à religião judaica feitos quando ela ainda fazia parte da nona edição do programa da TV Globo. No programa, Naiá teria afirmado que "não combinava" com o judeu Leo Jancu porque os dois têm fés diferentes. Um filho de imigrantes judeus viu o comentário no pay-per-view e registrou queixa na Justiça.
Foto: Savanan Almeida / AgNews
Participante da segunda edição do BBB, Fernando Fernandes foi acusado, em maio de 2008, de ter agredido um travesti de 17 anos após se recusar a pagar por um programa. Em depoimento à polícia, Fernando negou que tenha mantido relações sexuais com o travesti e que tenha o agredido.
Foto: Fabio Guinalz / AgNews
Em 2004, o empresário Edilson Buba, o Buba do BBB 4, foi preso no aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba (PR), por tráfico de drogas. Com ele, segundo a polícia, foram encontradas 18 pastilhas de ecstasy e uma pequena quantidade de maconha. Buba morreu dois anos depois, na capital paranaense, vítima de falência múltipla dos órgãos em decorrência de um câncer na região abdominal.
Foto: TV Globo / Divulgação
Participante do BBB 9, André Luis Gusmão de Almeida, o Cowboy, foi morto nesta quarta-feira com um tiro na nuca. De acordo com a Polícia Civil, o paulista, de 37 anos, ouviu o latido de seus cachorros no quintal da chácara onde residia, na zona rural de Alumínio (S), e foi verificar o que estava ocorrendo. Pouco tempo depois, sua mulher escutou um disparo e chamou a polícia.
Foto: TV Globo / Divulgação
Um dos finalistas da 12ª edição do programa, Jonas Sulzbach perdeu seu irmão em uma tragédia na madrugada do dia 25 de junho de 2012. Rafael Noronha, 20 anos, foi encontrado morto com nove tiros em uma rua em Lajeado, no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul. De acordo com a polícia, o jovem era usuário de drogas