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Polícia

Manifestação em favor de suposto miliciano reúne 1 mil no Rio

31 ago 2009 - 14h38
(atualizado às 18h32)
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A Polícia Rodoviária Federal informou nesta segunda-feira que cerca de 1 mil pessoas participam, na rodovia Presidente Dutra, de uma manifestação em favor do sargento da Polícia Militar Juraci Alves Prudêncio, mais conhecido como Jura. Ele foi preso quinta-feira da semana passada, durante a Operação Descarrilamento. O PM é apontado como chefe de uma quadrilha de milicianos que já tinha dominado Nova Iguaçu e estava se expandindo para São João de Meriti, Duque de Caxias e Queimados.

Manifestantes pedem a volta do sargento da PM Juraci Alves Prudêncio, o Jura
Manifestantes pedem a volta do sargento da PM Juraci Alves Prudêncio, o Jura
Foto: Fellippo Brando / Futura Press

Segundo a polícia, o Bonde do Jura é responsável por centenas de homicídios naquela região desde 2006. Os mortos, em sua maioria, eram líderes comunitários, que lutavam contra as ações de bandidos.

Os manifestantes saíram em passeta do km 183, na localidade conhecida como Rosa dos Ventos, caminharam 2 km e bloquearam o trânsito na rodovia Presidente Dutra por cerca de 30 minutos, na pista sentido Rio de Janeiro, na altura de Comendador Soares.

Eles carregam faixas, usam apitos e soltam fogos. Um carro de som ia em frente ao grupo. No alto-falante, um homem gritava "somos comunidade", enquanto os manifestantes respondem "somos Jura".

Bonde do Jura formado por PMs

Na Operação Descarrilamento também foram presos os policiais militares Antônio Marcos do Carmo Peixoto, César Sisdande dos Santos, Eduardo Cardoso do Livramento, Flávio Cândido da Silva, Marcelo Anderson de Moraes Loureiro, Sérgio Pereira Reis e André Barbosa Cabral. Daniel de Lima Machado e Wilson Pereira Júnior também participariam do esquema.

O suposto chefe da milícia, Juraci Alves Prudêncio, o Jura, estava afastado da PM. Ele foi encontrado em casa e não reagiu à prisão. Dos 14 mandados de prisão, quatro ainda não foram cumpridos.

O delegado adjunto da Draco, Alexandre Capote, ressaltou que a Liga da Justiça, milícia que atua na zona oeste do Estado, servia de espelho para o Bonde do Jura. Além disso, os milicianos da Liga emprestavam armas, ofereciam abrigos para foragidos da Justiça e apoio político.

"A investigação não foi encerrada e o trabalho não terminou em relação a este grupo e outros que podem existir. Toda vez que se apura um crime de homicídio, logo aparecem as outras ações do grupo, como o transporte ilegal, centrais clandestinas e cobrança de taxa de segurança para a população local", disse o delegado Cláudio Ferraz.

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