Justiça condena acusados de fazer baile funk para o PCC
A Justiça condenou à prisão cinco pessoas que, em março do ano passado, promoveram em Mirassol, no interior de São Paulo, um baile funk destinado a arrecadar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que age dentro e fora dos presídios. A festa foi descoberta durante operação policial e diversas pessoas foram presas por suposta incitação ao crime.
Segundo o Ministério Público do Estado, em março de 2008, Rodrigo do Nascimento, Gisele Miller Camargo, Michele Aparecida dos Anjos Santos Moraes e Maria Curti organizaram o baile funk Noite do Pancadão, promovido na Estância Pérola, uma chácara localizada às margens da rodovia Washington Luís, em Mirassol. O baile tinha o objetivo de arrecadar fundos para a organização criminosa.
Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça mostraram que a organização da festa era feita por ordem de Davi Curti, preso na Penitenciária de Mirandópolis. Por celular, Davi fazia contatos freqüentes com sua mãe Maria Curti e sua ex-namorada, Michele, com as quais tratava detalhes do evento. Às duas mulheres e a Rodrigo, Davi ordenou os atos necessários à realização do evento como contratação de artistas, divulgação, promoção, venda dos ingressos e locação da chácara.
A polícia invadiu o baile funk, que, segundo o MP, tinha a presença de adolescentes. Foram apreendidas porções de crack, de cocaína e de maconha, que seriam comercializadas no baile, além de CDs de funk.
Segundo o Ministério Público, o envolvimento do PCC com o baile ficou ainda evidente quando um homem foi preso em Catanduva e com ele foram encontrados vários cartazes do evento e uma cópia do Estatuto do PCC.
Todo os acusados foram condenados por tráfico de entorpecentes, incitação à prática de crime, apologia de fato criminoso e formação de quadrilha.