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Polícia

GO: jovem torturada deixa família adotiva para morar com pai

14 ago 2009 - 20h43
(atualizado às 20h59)
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Márcio Leijoto

Direto de Goiânia

A menina Lucélia Rodrigues da Silva, 13 anos, torturada por dois anos na residência de uma empresária em Goiânia (GO), passou a viver com o pai em Trindade (GO), na região metropolitana da capital, após ficar nove meses com uma família adotiva em Belo Horizonte (MG). Antes, a menina passou sete meses em um abrigo para mulheres vítimas de violência.

Em março do ano passado, a Polícia Civil encontrou Lucélia acorrentada e amordaçada e com sinais de tortura no apartamento da empresária Sílvia Calabresi Lima, 43 anos, com quem vivia desde 2006 com autorização da mãe. Na ocasião, foram presas Sílvia e a empregada Vanice Maria Novais, 23 anos.

Lucélia foi entregue à empresária pela mãe, a salgadeira Joana D'Arc da Silva, em troca de dinheiro e da promessa de melhores condições de vida para a menina. Depois que ela foi resgatada, o pai, o comerciante Lourenço Rodrigues Ferreira, 35 anos, tentou ficar com a guarda da menina, mas não teve sucesso.

Foi ela mesma quem pediu ao juiz Maurício Porfírio Rosa, titular do Juizado da Infância e Juventude de Goiânia, para voltar a morar com o pai, depois de passar as férias do mês de julho com ele. O juiz atendeu ao pedido e a família adotiva foi a Goiânia para se despedir na semana passada. Contou a favor do pai o fato de ele nunca ter desistido de ficar com a guarda, mesmo após a adoção.

A mãe - que chegou a ser indiciada pela polícia, mas foi absolvida por ausência de provas - faz visitas freqüentes à filha na casa do comerciante, com quem ainda disputa a guarda definitiva.

Transferência

A empresária Sílvia Calabresi Lima - que está presa desde março do ano passado na Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida - conseguiu na Justiça a transferência para a Penitenciária feminina Consuelo Nasser. A decisão foi do juiz Oscar de Oliveira Sá Neto, da 7ª Vara Criminal de Goiânia, a pedido do advogado de defesa, Rogério Rodrigues de Paula.

De acordo com o advogado, o pedido foi feito porque Sílvia queria mais opções de trabalho dentro do presídio. Atualmente, ela trabalha na produção de roupas junto com outras detentas. "Na penitenciária, ela teria mais opções, sem contar que a penitenciária tem uma estrutura bem melhor que a CPP e é mais espaçosa", disse Rogério.

Em junho do ano passado, ela foi condenada a 14 anos, 11 meses e cinco dias de prisão, mas poderá ganhar a liberdade após cumprir um terço da pena, graças à progressão de regime concedida a presos de bom comportamento. Ela ainda aguarda julgamento de recurso interposto contra a condenação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Já Vanice Novais, que foi condenada como cúmplice da empresária a uma pena menor, de 7 anos e 11 dias de reclusão, poderá ficar livre em dois anos e três meses, sendo que sairia do regime fechado ainda neste ano. A empregada não recorreu da sentença.

Fonte: Especial para Terra
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