Um advogado de São Paulo entrou na Justiça na última sexta-feira (6) com um pedido de habeas corpus, na tentativa de libertar a mãe do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, a psicóloga Natália Ponte. Ângelo Carbone, que não é o defensor instituído pela família da suspeita do crime, alega inocência da psicóloga e constrangimento ilegal em sua manutenção na prisão.
O pedido de habeas corpus foi feito à Justiça um dia após o advogado responsável pelas investigações da morte do menino, Paulo Henrique Martins de Castro, pedir à Justiça a prorrogação da prisão temporária de Natália e do padrasto de Joaquim, Guilherme Longo.
“Até quando ele (delegado) vai pedir isso (prorrogação da prisão)? Mais dois, três anos?”, questionou o advogado. “É um absurdo mantê-la nessa situação, longe do filho, sem poder amamentar. Ela está no regime diferenciado, ela corre risco.”
Carbone afirmou que se motivou a dar entrada com o pedido na Justiça por já ter defendido um caso semelhante, em que uma mulher foi acusada como coautora na morte do filho, morto pelo seu companheiro na época, em Divinópolis (MG).
Segundo a alegação do advogado, que consta inclusive no documento entregue à Justiça, a mãe da criança morta passou três anos na prisão, mas foi posteriormente absolvida. “Se espera que isso não ocorra aqui (no caso Joaquim)”, diz o documento.
De acordo com o advogado, a decisão da Justiça sobre o pedido de liberdade à Natália deve ser divulgada entre esta segunda-feira e terça-feira.
Carbone fez parte da equipe que defendia o goleiro Bruno, em 2010, após Ércio Quaresma, ex-defensor do atleta, tirar licença médica para tratar do vício em crack. Ele deixou o caso poucos meses depois.
'Ingerência inconsequente'
Para o advogado oficial de Natália, Cássio Alberto Ferreira, a atitude de Carbone foi “inconsequente”. “Teria de ter me respeitado. Um profissional não pode atrapalhar, influir, no trabalho de outro. (...) Atrapalha a estratégia da defesa”, disse.
Segundo Ferreira, a permanência na prisão é, ao menos por enquanto, uma vontade de Natália, que deseja “colaborar ao máximo com as investigações”. “Não posso questionar (o ato de Carbone), até porque é legal, qualquer pessoa pode fazer pedido semelhante, mas não é hora de brincadeira”, disse o defensor de Natália.
11 de novembro - Pai da criança (centro) é consolado por familiares durante enterro em São Joaquim da Barra (SP)
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
11 de novembro - Familiares e amigos participam do velório do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, em São Joaquim da Barra (SP)
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
10 de novembro -O corpo do menino Joaquim foi encontrado no Rio Pardo, no interior de São Paulo
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
10 de novembro - Moradores invadiram a delegacia onde estavam o padrasto e a mãe da vítima
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
10 de novembro - A mãe de Joaquim, Natália Mingoni Ponte, foi chamada para prestar depoimento neste domingo
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
10 de novembro - Arthur Paes, pai de Joaquim, pediu calma para a população
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
10 de novembro - O padrasto de Joaquim teve prisão temporária decretada
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
9 de novembro - Arthur Paes, pai de Joaquim, se emociona ao falar do caso enquanto amigos e populares pregam cartazes em frente à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Ribeirão Preto
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
6 de novembro - O sumiço de Joaquim Ponte Marques virou destaque nas redes sociais
Foto: Facebook / Reprodução
6 de novembro - Famosos usaram as redes sociais para divulgação o desaparecimento do menino Joaquim em Ribeirão Preto
Foto: Facebook / Reprodução
Garoto foi encontrado morto após cinco dias de busca em um rio da região
Foto: Facebook / Reprodução
Foto de um passeio em família publicado no perfil do Facebook da mãe de Joaquim
Foto: Facebook / Reprodução
Garoto foi encontrado morto após cinco dias de busca em um rio da região
Foto: Facebook / Reprodução
Mãe e padrasto são investigados pela polícia
Foto: Facebook / Reprodução
Padastro ao lado dos dois filhos de Natália
Foto: Facebook / Reprodução
Em 1º de outubro, a mãe de Joaquim publicou uma foto do menino no hospital, quando foi descoberto que ele possuía diabetes
Foto: Facebook / Reprodução
12 de novembro - Cartaz em homenagem ao menino Joaquim
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
12 de novembro - A casa da vítima e dos suspeitos amanheceu pichada no dia seguinte ao enterro de Joaquim
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
12 de novembro - Mensagem clamando por justiça, deixada na casa da família de Joaquim
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
12 de novembro - Delegado Paulo Henrique Martins de Castro disse nesta terça-feira que morte de menino Joaquim pode ter sido premeditada
Foto: Vagner Magalhães / Terra
12 de novembro - Delegado Paulo Henrique Mateus de Castro procura novas provas para elucidar o caso
Foto: Vagner Magalhães / Terra
13 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto colaram cartazes na casa da família
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
13 de novembro - Foram colocados ursos de pelúcia em homenagem ao menino Joaquim
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
13 de novembro - O padrasto do menino Joaquim, Guilherme Longo, sai da DIG em Ribeirão Preto (SP), após ser ouvido pelo delegado e o promotor do caso
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra
14 de novembro - Córrego Retiro Saudoso amanhece com a palavra 'Justiça' escrita à tinta e com bonecos de crianças pintadas de vermelho, representando sangue, na avenida Francisco Junqueira, em Ribeirão Preto (SP), nesta quinta-feira
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
14 de novembro - Alguns bonecos estão com um papel na mão com o Estatuto da Criança e do Adolescente e com uma seringa. O corpo de Joaquim foi encontrado nas águas do rio Pardo, em Barretos (SP), após ter desaparecido
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
14 de novembro - Policiais civis apresentam caneta que a família usava para aplicar insulina no menino Joaquim. Ela foi apreendida no dia do desaparecimento da criança
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
18 de novembro - Natália Ponte, mãe de Joaquim, chega a DIG de Ribeirão Preto para prestar novo depoimento
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
22 de novembro - Guilherme Longo, padrasto de Joaquim, lê cartazes com mensagens de repúdio ao crime em frente a sua residência, em Ribeirão Preto
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
22 de novembro - Padrasto de Joaquim foi hostilizado por um grupo de pessoas que acompanhava a reconstituição
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
22 de novembro - Guilherme Longo, padrasto de Joaquim, foi o único suspeito que participou da reconstituição do crime. A mãe da criança, Natália Ponte, também está presa
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
22 de novembro - Peritos usam boneco com as proporções do menino Joaquim durante reconstituição
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
22 de novembro - Guilherme Longo, padrasto de Joaquim, participou da reconstituição do crime
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
22 de novembro - Ao sair de casa, Guilherme Longo pegou um guarda-chuva
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
22 de novembro - Imagem mostra Guilherme saindo de casa após pegar o guarda-chuva e voltando após ter ido procurar drogas
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
6 de janeiro - Guilherme Longo na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Ribeirão Preto, antes de ser encaminhado ao presídio. A Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público contra ele e Natália
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
6 de janeiro - Natália Ponte na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Ribeirão Preto, antes de ser encaminhada ao presídio. A Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público contra ela e Guilherme
Foto: Alfredo Risk / Futura Press
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Desaparecimento
O corpo de Joaquim foi encontrado no dia 10 de novembro de 2013, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto - cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.
Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.
A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.
No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.