Ex-prefeito de Iacanga é preso por comércio ilegal de madeira
- Géro Bonini
- Direto de Botucatu
Ex-prefeito de Iacanga (SP) por dois mandados, 1996 a 2003, Durvalino Afonso Ribeiro, foi preso em casa por receptação qualificada de madeiras de reservas naturais durante o período em que governava a cidade. O político foi condenado a sete anos, seis meses e 25 dias de reclusão pela Justiça por envolvimento em um esquema que gerou mais de R$ 10 milhões no Brasil e que foi chamado de Operação Pinóquio pela Polícia Federal.
O ex-prefeito ajudou na comercialização ilegal de madeiras da Estação Experimental de São Simão, criada em 1950 pelo governo de São Paulo, para reflorestamento e pesquisas e localizada na região de Ribeirão Preto. As madeiras foram retiradas por 100 famílias de sem-terra. De acordo com as investigações policiais, na época, foram cortadas mais de 120 mil árvores, posteriormente transformadas em carvão ou vendidas. Mais de R$ 10 milhões foram movimentados neste esquema.
Em 2006, Durvalino Afonso Ribeiro foi preso e cumpriu apenas parte da pena, ficando menos de dois anos na cadeia, aguardando condenação. Em maio de 2007, ele foi condenado, mas recorreu da sentença, aguardando o julgamento em liberdade, até ser condenado em segunda instância, quando seu advogado conseguiu um habeas corpus no STJ, em Brasília.
Já no final do ano passado, o Ministério Público recorreu e pediu a aplicação da pena em regime fechado. Mesmo com o mandado de prisão para cumprir a sentença em regime fechado expedido, levou um ano até Durvalino ser preso. Além do ex-prefeito de Iacanga, oito pessoas respondem a processo por sonegação fiscal, falsidade ideológica e receptação.